Por telefone, Dilma e Obama acertam parceria para vacina contra o vírus Zika

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


A presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiram criar um grupo de alto nível para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Zika. Os dois conversaram hoje (29), por telefone, e concordaram em unir esforços para produzir a vacina e produtos terapêuticos contra o vírus. O Zika está relacionado à ocorrência de microcefalia em recém-nascidos.

A base das pesquisas será a cooperação já existente entre o Instituto Butantan e o National Institute of Health (NIH), que já estudam uma vacina contra a dengue, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Durante a ligação, Dilma e Obama determinaram que o ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Castro, e o Departamento de Saúde dos Estados Unidos mantenham contato a fim de aprofundar a cooperação bilateral na área.

Nesta semana, o governo federal intensificou as ações de mobilização para eliminar criadouros do Aedes aegypti. Outro vírus transmitido pelo mosquito, o chikungunya, provocou a morte de uma pessoa no Recife. Danielle Santana, de 17 anos, teve miosite aguda, associada ao vírus.


Recife confirma primeira morte de paciente com miosite causada por chikungunya

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco



Divulgação/Fiocruz

O Hospital da Restauração, no Recife, confirmou o primeiro caso brasileiro de miosite aguda causado pelo vírus chikungunya. Danielle Santana, de 17 anos, da aldeia indígena pernambucana de Xucururu, foi a primeira pessoa morta em decorrência da miosite no Brasil.

Segundo a equipe médica do hospital, só há registro de mais quatro casos de miosite ligada à chikungunya em todo o mundo, sendo que dois dos pacientes morreram. A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor do Zika e da dengue.

O infectologista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical Dalcy Albuquerque explica que a miosite é uma grande inflamação nos músculos, que pode ser uma reação autoimune do organismo a alguns tipos de vírus e bactérias. “Quando a pessoa está doente  produz anticorpos para destruir o vírus ou bactéria. Só que em alguns casos os anticorpos continuam agindo,e o ataque é contra o próprio organismo. No caso da miosite, atinge os músculos, e na Síndrome de Guillain Barré, ataca a bainha dos nervos”, explicou o especialista.

Albuquerque ressalta que esse tipo de reação não acontece na fase aguda da doença, e sim duas ou três semanas depois que a infecção foi debelada. Segundo o especialista, o quadro de miosite começa com dor e fraqueza muscular. A pessoa vai perdendo os movimentos e fica predisposta a infecções.

Com sintomas que poderiam ser de dengue, chikungunya ou zika, Danielle buscou primeiramente o hospital do município de Pesqueira, próximo da aldeia onde mora.

Com a evolução do quadro, ela foi transferida para um hospital de Caruaru, no interior de Pernambuco. Em seguida, quando chegou ao Hospital da Restauração, referência em neurologia, já estava em estado grave, e passou oito dias internada na unidade de terapia intensiva (UTI).

Matéria alterada às 21h15 para acréscimo de informação


No dia de combate à hanseníase, Brasil continua sem alcançar meta da ONU

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso


Com cerca de 30 mil novos casos por ano, correspondendo a uma média de 15 pessoas contaminadas a cada 100 mil habitantes, o Brasil é o único país do mundo que ainda não alcançou a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) para a hanseníase em 2015. O país é considerado em processo de eliminação da doença quando atinge o nível de dez novos casos a cada 100 mil habitantes.

A informação é do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), que este mês promove mês a campanha #JaneiroRoxo para marcar as ações em torno do combate à doença, considerada a mais antiga da humanidade, além do dia Mundial e Nacional de Combate à Hanseníase, comemorado no último domingo de janeiro.

No Rio de Janeiro, o Morhan fez hoje (29) um dia de ações lúdicas e informativas sobre a doença no Hospital Estadual Tavares de Macedo, em Itaboraí, local onde funcionou uma colônia de isolamento de pacientes. Esta semana também ocorreu, no Japão, o encontro do Apelo Global para Erradicação do Estigma e do Preconceito contra Pessoas Atingidas pela Hanseníase, que chegou à sua 11ª edição.

O coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio, informou que o movimento do Apelo Global começou com os próprios pacientes.

“Todo ano fazemos um apelo global. Já teve vários, cada vez com um tema. O primeiro foi feito pelas próprias pessoas doentes, para acabar com a doença e com o preconceito. O segundo foi assinado por presidentes e prêmios Nobel da Paz, como Lula, Jimmy Carter e Dalai Lama. Depois, foram organizações de direitos humanos,  ordens dos advogados do mundo todo e academias. Este ano, o foco são os jovens, de modo a envolvê-los na causa”.

Segundo Custódio, o fato é importante para divulgar os sintomas da doença e a necessidade de se fazer a detecção precoce. “O Brasil não está detectando precocemente. Quase 10% dos novos casos chegam no posto de saúde com sequelas. Não estamos fazendo exame de contato, que detecta mais casos. Temos de manter o combate à hanseníase na agenda política.”

O Ministério da Saúde informou que está fechando os dados de 2015 da doença e deve divulgar o balanço e a campanha de combate e conscientização na próxima semana.

A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração de seis meses a um ano, de acordo com a forma da doença. Os principais sintomas são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas; área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos ou com perda de sensibilidade; sensação de formigamento; dor e sensação de choque, fisgada ou agulhada ao longo dos nervos dos braços e pernas; edema ou inchaço de mãos e pés; diminuição da força muscular das mãos, pés e face; úlceras de pernas e pés; e nódulo no corpo.

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e é transmitida pela respiração. O contágio ocorre quando há o contato prolongado com pessoa doente sem tratamento. As crianças são mais suscetíveis que os adultos. Para Custódio, a doença deixa de ser transmissível assim que iniciado o tratamento. Entre os fatores de risco estão o baixo nível sócioeconômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica.

“A doença acompanha a linha da miséria. Então, onde tiver uma situação de vida pior terá mais. No Rio de Janeiro tem mais na Baixada Fluminense, zona oeste, São Gonçalo e Campo dos Goytacazes, onde ainda tem trabalhadores no corte da cana”.

O Morhan lançou este mês o ZapHansen, canal informativo gratuito para tirar dúvidas sobre hanseníase através do aplicativo para smatphone WhatsApp. O número é (21) 979 120 108.

Dica de Português.





Descoberto o gene que pode causar a esquizofrenia

Superinteressante  |  De Ana Luísa Fernandes




Pesquisadores da Universidade de Harvard podem, finalmente, ter descoberto o processo biológico que resulta na esquizofrenia. Eles analisaram quase 65 mil pessoas para decifrar quais traços genéticos estão associados mais fortemente à doença.

O principal fator que promove os sintomas da esquizofrenia é um fenômeno chamado poda sináptica, que, como o nome diz, corta as sinapses (comunicação entre os neurônios) com o objetivo de eliminar células estranhas ou pouco utilizadas.

É como uma limpeza neurológica - e os cientistas descobriram o gene responsável por uma disfunção nessa atividade, que faz com que as podas sejam excessivas.

A esquizofrenia é uma doença que geralmente aparece no fim da adolescência e no começo da vida adulta, estando relacionada à fatores genéticos.

Ela causa instabilidade emocional, alucinações e disfunção cognitiva. Essa diminuição das sinapses é comum, mas, no caso dos esquizôfrenicos, ela é extrema, a ponto de reduzir o volume da massa cinzenta e de prejudicar as regiões do cérebro ligadas ao controle emocional. Apesar de os médicos conhecerem esse mecanismo há muito tempo, pouco se sabia as suas causas.

Entre as quase 65 mil pessoas analisadas, 28.799 eram esquizôfrenicas e 35.896 não eram.

Os cientistas começaram a pesquisa focando na região MHC do genoma humano essencial para o sistema imunológico, por ser capaz de reconhecer moléculas estranhas em boa parte dos vertebrados. Essa região já tinha sido ligada à esquizofrenia em estudos anteriores.

Dentro do MHC, eles encontraram uma forte relação entre o desenvolvimento da doença e a presença de uma variação do gene C4. Esse gene, que existe em diversas formas, codifica duas proteínas: a C4A e a C4B.

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As variações do C4 que resultavam em uma expressão maior da C4A foram associadas ao transtorno. As duas proteínas ativados pelo gene C4 ativam uma outra, a C3, que "marca" algumas células no cérebro e na medula espinhal, para que elas sejam destruídas pelo sistema imunológico.

Quando a C3 se liga às sinapses, elas são eliminadas, e então ocorre a poda sináptica. Só que quando é a C4A que ativa a C3, as podas são realizadas em excesso.

Por que a C4A causa esse problema ainda é uma pergunta sem resposta. Mas já é um começo para a elaboração de novas terapias que podem ajudar as pessoas esquizofrênicas.

"Nós estamos muito empolgados e orgulhosos desse trabalho, mas eu não estarei pronto para dizer que fomos vitoriosos até que tenhamos alguma coisa que ajude os pacientes", disse o pesquisador Eric S. Lander.

Dilma diz que País está perdendo luta contra o aedes, mas que vai ganhar a guerra

Estadão Conteúdo, com HuffPost Brasil



A presidente Dilma Rousseff admitiu nesta sexta-feira que o governo está "perdendo a luta" contra o mosquito Aedes aegypti, mas garantiu que o País vai vencer a "guerra". Ela visitou nesta manhã a Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfrentamento de dengue, chikungunya e zika.

"Nós estamos perdendo a luta contra o mosquito. Não vou dizer que estamos ganhando, mas nós vamos ganhar esta guerra", disse Dilma após participar de uma teleconferência com governadores de cinco Estados que enfrentam o aumento do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito.

Ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Castro, a presidente disse que não viu problema nas recentes declarações do peemedebista. Segundo ela, ele fez apenas uma "constatação da realidade". No início da semana, Castro afirmou que o Brasil "perdeu feio" a batalha contra o Aedes aegypti e disse que houve uma "certa contemporização" com o inseto nos últimos 30 anos.

Na quarta-feira (27), a presidente tentou corrigir o ministro. Disse que a "batalha está perdida não está não". "Isso não é o que ele está pensando, nem o que ele diz. O que o ministro disse, é o seguinte: se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perdemos essa guerra”.

Nesta sexta, ela afirmou que, como ainda não há uma vacina contra a dengue e o zika, o ideal é que haja uma mobilização de toda a sociedade para eliminar pontos de água parada e erradicar os criadouros do mosquito. Segundo ela, o próprio governo vai dar o exemplo e realizar um mutirão de faxina em todos os prédios públicos.

"Temos que matar o mosquito de preferência antes de ele nascer. Depois podemos fazer o fumacê, mas aí já perdemos uma parte da guerra", reforçou.

Mesmo com a necessidade de ajuste nas contas, Dilma afirmou que o governo vai garantir todos os recursos e equipamentos necessários para combater o mosquito. "Não pode faltar dinheiro para essa questão, essa despesa da saúde não sofre contingenciamento", afirmou.

A presidente negou ainda que o governo tenha demorado para enfrentar o problema e destacou que a situação preocupa não só no Brasil, já que podemos estar diante de uma "situação internacional que ameaça a saúde publica".

Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o zika vírus já atinge 23 países e que a doença "se propaga de maneira explosiva" pelo continente americano.

Apple anuncia recall de tomada de carregadores; Brasil é afetado

Reuters



A Apple anunciou nesta quinta-feira um recall voluntário de tomadas de carregadores de aparelhos da marca desenhados para uso em Argentina, Austrália, Brasil, Europa Continental, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Em casos raros, os carregadores de dois pinos podem quebrar e criar risco de choque elétrico quando tocados. O recall envolve carregadores de aparelhos Mac e iOS produzidos entre 2003 e 2015 e também inclui o kit Apple World Travel Adapter.

Segundo comunicado da Apple, a empresa está ciente de 12 incidentes envolvendo os carregadores no mundo.

O recall não afeta qualquer carregadores de produtos da Apple desenhados para Canadá, China, Hong Kong, Japão, Reino Unido, Estados Unidos ou qualquer adaptador da Apple para USB.

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A empresa está pedindo que os consumidores parem de usar os carregadores afetados. Os clientes devem acessar o site (www.apple.com/support/ac-wallplug-adapter) da empresa para obter detalhes sobre como trocar os carregadores.

Finlândia vai deportar 20 mil solicitantes de asilo

HuffPost Brasil



Assim como a Dinamarca e a Suécia anunciaram medidas para reduzir o fluxo de imigrantes e refugiados, a Finlândia anunciou que planeja deportar milhares de pessoas esse ano.

De acordo com informações da agência AFP, o país nórdico espera deportar cerca de dois terços - cerca de 20 mil pessoas - dos 32 mil solicitantes de asilo que chegaram à Finlândia em 2015.

No ano passado, a Finlândia dificultou a aprovação de asilo para cidadãos do Afeganistão, da Somália e do Iraque, alegando que a segurança nesses países melhorou em alguns aspectos.

Em 2014, o governo finlandês negou asilo a 56% dos 3.651 solicitantes por não cumprirem os requisitos estabelecidos no direito internacional.

A Alemanha, destino principal dos refugiados que entram no continente europeu anunciou também que vai colocar o Marrocos, a Argélia e a Tunísia na lista de "países seguros de origem", o que significa que quem vem de lá vai ter uma chance muito pequena de conseguir asilo no país.

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As regras mais rígidas foram lançadas depois que a Alemanha recebeu, no ano passado, 1,1 milhão de migrantes - a maioria fugindo da Síria e do Iraque.

No Brasil, todo mundo ama o 'Chris'. E ele não aguenta mais isso

HuffPost Brasil  |  De Amauri Terto




Parece que o ator Tyler James Williams, o Chris da série Todo Mundo Odeia o Chris, está um pouco irritado com o carinho, digamos, extremo dos fãs brasileiros.

Isso porque a cada foto que o ator publica em seu perfil no Instagram, uma enxurrada de bordões do seriado em português invade o espaço de comentários.

É sério, há bordões em todas as fotos do ator


No Twitter, uma fã perguntou ao ator, hoje com 23 anos, se ele lia o que os fãs escreviam no Instagram. Ele respondeu:

"Isso é muito louco! Todos eles são maravilhosos! Mas, assim como o spam, isso não deveria acontecer dessa forma, certo? É um pouco demais."

Querida dos brasileiros, a série Todo Mundo Odeia o Chris foi gravada entre 2005 e 2009. Baseada na infância e adolescência do comediante Chris Rock, ela é reprisada frequentemente na TV aberta, pela Record, e também no canal pago TBS.

Depois de interpretar Chris, Tyler participou de The Walking Dead e atualmente integra o elenco de Criminal Minds: Beyond Borders (spin-off de Criminal Minds) cuja estreia está marcada para março na rede norte americana CBS.

Mas ao que tudo indica, para os brasileiros, o ator será eternamente o Chris para os brasileiros. Porém, sempre amado, jamais odiado.

Temer diz que impeachment perdeu força

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura



Em campanha para continuar no comando do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, voltou a falar hoje (29) em unidade, desta vez na Paraíba. Temer disse que as divisões entre setores da sociedade prejudicam o país. “Temos de ter responsabilidade com o país e por isso estamos propondo essa pacificação entre todos os setores da sociedade”, disse.

Segundo ele, o PMDB quer ajudar o país a sair da crise política e econômica. “O que está em pauta é o país, não é mais o partido ou o governo”, afirmou. Temer disse que a possibilidade de impeachment da presidenta Dilma Rousseff perdeu força. "Eu acho que perdeu força [o impeachment]. Eu confesso que há tempos tinha mais força, consistência. Mas acho que hoje perdeu muito a consistência", disse.

O vice-presidente defendeu a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Nós esperamos que esse diálogo prossiga, que haja convencimento da necessidade da CPMF. Mas, em princípio, se puder se evitar, bem, mas se não for possível, em caráter excepcional e transitório, é que se pode admitir, disse.

O retorno da contribuição foi defendido por Dilma durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão. Durante o encontro Dilma afirmou que a aprovação da CPMF é a melhor opção para solucionar os problemas do governo no momento e que o volta seria “rigorosamente temporária”.

Ontem (28), o vice-presidente iniciou uma série de viagens pelo país, buscando unidade em torno do seu nome para continuar presidindo PMDB. A decisão sobre quem comandará a legenda será tomada na Convenção Nacional da legenda, marcada para março.

Ao visitar o Paraná, Temer afirmou que a intenção do partido este ano é lançar o máximo de candidatos próprios nas eleições municipais para construir uma candidatura à Presidência em 2018.

Na Paraíba, Temer disse que o PMDB exerce um “poder extraordinário” no país, ocupando a presidência da Câmara dos Deputados, com Cunha, e do Senado, com Renan Calheiros (AL) e que merece chegar ao poder em 2018. "Eu almejo que o PMDB tenha um candidato a presidente da República. Ele exerce um poder extraordinário no país e merece chegar ao poder no país.

Da Paraíba, Temer partiu para o Rio Grande do Norte, onde foi recebido pelo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. O vice-presidente encerra a agenda de viagens com uma visita a Pernambuco, no início da noite.


Levy deve assumir diretoria do Banco Mundial somente em junho

Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


Comissão de Ética Pública decidiu que prazo entre a saída de Levy do Ministério da Fazenda e a posse no Banco Mundial deve ser de seis meses Arquivo/ABr

O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy está impossibilitado de assumir a Diretoria Financeira do Banco Mundial, em Washington, antes de completar seis meses de afastamento da equipe econômica do governo. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República entendeu que há conflito de interesse e que Levy terá de cumprir esse prazo para assumir o cargo no Banco Mundial.

Joaquim Levy conduziu a economia do país entre janeiro e dezembro do ano passado. A saída dele do Ministério da Fazenda foi anunciada no dia 18 de dezembro.

Em seu voto, o relator do processo, ministro Horácio Raymundo de Senna Pires, disse que Levy não pode "assumir cargo diretivo do Grupo Banco Mundial, antes de observar, quarentena de seis meses, a contar da data de exoneração (…)”.

A decisão é baseada na Lei 12.813, que trata de situações que configuram conflitos de interesse envolvendo ocupantes de cargo ou emprego no âmbito do poder executivo federal e os requisitos e restrições aos que tenham acesso a informações privilegiadas.  

A posse do ex-ministro no Banco Mundial estava prevista para o início de fevereiro. Com a decisão do Conselho de Ética, Joaquim Levy só deverá assumir a Diretoria Financeira da instituição em junho.                                      


Brasil e Venezuela reforçam cooperação econômica e comercial

Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu hoje (29) a chanceler daVenezuela, Delcy Rodríguez, em primeira visita ao Brasil. Após encontro no Palácio Itamaraty, os chanceleres anunciaram medidas para fortalecer a cooperação econômica e comercial entre os países.

“A Venezuela é um importante parceiro econômico e comercial do Brasil. A reunião foi para avaliar os diferentes mecanismos que já existem e outros que vão ser criados para podermos aumentar os níveis de comércio”, disse Vieira.

O chanceler brasileiro anunciou a criação de um grupo de trabalho para promover a expansão e a diversificação dos fluxos de comércio e investimento, além de estimular empresas a investir nos dois países. Segundo Vieira, Brasil e Venezuela estão negociando um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, nos moldes dos que já foram assinados com o México e com países africanos.

“E queremos concluir as negociações do memorando de entendimento para a promoção de comércio entre os dois países. Isso vai permitir a incorporação da Venezuela ao Programa brasileiro de Substituição Competitiva das Exportações e fará com que o Brasil tenha com todos os países da América do Sul esse mesmo tipo de acordo”, afirmou o chanceler brasileiro.

A ministra venezuelana também destacou o fortalecimento dos investimentos e do comércio entre os países. Delcy Rodríguez disse que o presidente Nicolás Maduro tem atuado junto ao setor produtivo para retirar travas econômicas e permitir o avanço da economia da Venezuela. “E que permita fortalecer a plataforma produtiva e, nesse sentido, sabemos que Brasil tem papel estratégico.”

Em 2015, a corrente de comércio entre Brasil e Venezuela foi de US$ 3,7 bilhões. O Brasil exporta mais do que importa, tendo registrado no ano passado saldo positivo de US$ 2,3 bilhões.

Mercosul
Mauro Vieira disse que o Brasil tem acompanhado com grande interesse o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul, que, segundo ele, agregará contribuições energéticas e geográficas, “estendendo o Mercosul do Caribe à Terra do Fogo”.

Vieira disse ainda que o governo brasileiro está à disposição para continuar contribuindo com o fortalecimento da democracia na Venezuela e citou as eleições legislativas que ocorreram no país em dezembro do ano passado, quando os “resultados [foram] imediatamente reconhecidos pelo governo e, pessoalmente, pelo presidente Maduro”. A oposição a Maduro saiu vencedora e obteve maioria no Parlamento.


Cobrança adicional na conta de luz será menor em fevereiro

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco



Bandeira  tarifária continua sendo a vermelha, mas adicional cai para de R$ 4,50 para R$ 3 Arquivo/ABr

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou hoje (29) que a bandeira tarifária que será aplicada para o próximo mês continua sendo a vermelha, mas em um patamar mais baixo do que o cobrado anteriormente.

Em fevereiro, os consumidores de energia elétrica vão pagar um adicional R$ 3 para cada R$ 100 quilowatts-hora consumidos, em vez dos R$ 4,50 pagos atualmente.

Na última terça-feira (26), a Aneel aprovou mudanças no sistema de bandeiras tarifárias. Assim, a bandeira vermelha terá dois patamares: o de R$ 3 e o de R$ 4,50, aplicados a cada 100 kWh. O valor da bandeira amarela também foi atualizado passando de R$ 2,50 para R$ 1,50.

A Aneel explicou que o novo patamar foi possível por causa do desligamento de termelétricas de maior custo, motivado pelo início da operação de novas usinas e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas do Sul e Sudeste. “Mesmo com a melhoria no cenário de geração de energia elétrica, o sinal para o consumo ainda é vermelho, e os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios”, alerta a agência reguladora.

A cada mês, as condições de operação do sistema são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda. A partir dessa avaliação, define-se as térmicas que deverão ser acionadas.

Desde que o sistema de bandeiras tarifárias foi implantado, em janeiro do ano passado, todos os meses a bandeira aplicada foi a vermelha. O sistema reflete o custo maior de geração de energia, por meio das termelétricas.


‘Somos protagonistas do que o Brasil é hoje; somos todos perdedores', diz presidente do Bradesco

Agência Brasil, com HuffPost Brasil




O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, disse nesta quinta-feira (28) que todos perdem com a crise e que o Brasil poderá ser novamente um país vencedor.

"Cada um de nos é protagonista do que o Brasil é hoje, no sentido de que todos têm parcela de responsabilidade. Todos somos perdedores, pois na recessão todo mundo perde", afirmou.
Apesar da crise, o Bradesco anunciou nesta quinta-feira lucro de mais de R$ 4 bilhões no último trimestre de 2015 - um crescimento de 9% comparado ao mesmo período do ano anterior. Em todo 2015 a instituição financeira cresceu 16,4%, com lucro total de R$ 17,873 bilhões.

LEIA MAIS: Com demissões, juros altos e mais taxas, bancos têm lucros recordes em ano de crise
Trabuco, no entanto, disse acreditar que muitas coisas boas estão aí para dar início a esta retomada.

"Por exemplo, a convicção de que a base constituída pelas metas de inflação, câmbio, responsabilidade fiscal, são os pilares necessários para gerar o crescimento posterior. Para a retomada do caminho futuro, é preciso acabar com a crença de que é possível de forma permanente dirigir um carro que avança na noite com os faróis voltados à ré. Precisamos avançar."
Conselhão

Para o presidente do Bradesco, os membros do Conselhão podem apresentar ao governo sugestões para o País “sair do imobilismo”.

Eles devem encontrar ideias “compatíveis que resultem em ações compartilhadas”. No entanto, as ações para a recuperação da economia não podem repetir medidas anteriores, na avaliação do executivo.

Chamado de Conselhão, o colegiado atua no assessoramento da Presidência da República e é formado por ministros, empresários e representantes da sociedade civil.

Depois de um ano e meio sem reuniões, o Conselhão foi retomado nesta quinta-feira. A intenção do governo é ouvir representantes da sociedade civil e do empresariado sobre medidas econômicas que pretende adotar nos próximos meses. Além do presidente do Bradesco, mais sete conselheiros e cinco ministros farão intervenções. A presidenta Dilma Rousseff vai discursar no fim da reunião.

“Provavelmente, cada um de nos tem uma pauta de como sair do imobilismo. Acredito que entre as pautas de cada um, certamente haverá pontos, detalhes, intenções que nos unem para a construção de uma pauta de convergência", destacou Trabuco.

Ao dar posse aos conselheiros, o chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, disse que as democracias mais maduras têm conselhos desse porte.

Não convivo com indicação política na empresa, diz presidente da Petrobras

Estadão Conteúdo



As mudanças na estrutura de administração e na governança da Petrobras são uma "resposta" à crise desencadeada pela Operação Lava Jato na companhia, afirmou o presidente da estatal, Aldemir Bendine.

Segundo ele, o novo modelo de contratação, que prevê avaliação de conformidade e integridade dos executivos, servirá para privilegiar a competência em detrimento a indicações políticas para o comando da empresa.

"Não convivi e não convivo com indicação política na empresa", afirmou o executivo durante a coletiva de imprensa na sede da empresa, no Rio.

De acordo com Bendine, as indicações agora passam por avaliação do conselho de administração, que aprovará ou não os nomes de diretores e gerentes executivos a partir de avaliação de integridade e de competência técnica.

"Meritocracia é a palavra que define, desde 2015, os nossos processos e que prevalecerá em toda a companhia", completou.

Demorou anos para chegar ao cinema, mas agora 'Chatô - O Rei do Brasil' estará na Netflix em fevereiro

HuffPost Brasil




Três meses após a estreia nos cinemas, Chatô - O Rei do Brasil já tem data marcada para o lançamento na Netflix: 20 de fevereiro. Nem parece o mesmo filme que demorou décadas da produção até chegar às telonas.

Marco Ricca interpreta Assis Chateaubriand, o magnata das comunicações no Brasil, fundador dos Diários Associados e criador do MASP. Controverso, mas inovador, Chatô foi responsável, entre outras coisas, pela chegada da televisão no Brasil na década de 1950.

Como falamos anteriormente aqui no HuffPost Brasil, o filme é um misto de comédia, romance, drama político e adaptação da biografia homônima publicada em 1994 pelo mineiro Fernando Morais, Chatô é, como o próprio diretor Guilherme Fontes define, "um filme sem gênero".



Elenco traz Andréa Beltrão, Leandra Leal, Letícia Sabatella, Paulo Betti e Eliane Giardini. O roteiro contou com os trabalhos do diretor e de João Emanuel Carneiro e do americano Matthew Robbins. Além do Brasil, Chatô
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vai estar disponível para os milhões de assinantes espalhados pelo mundo. Fora daqui, a produção nacional tem lançamento previsto para outubro.

Nickelodeon prepara filme baseado em vários desenhos animados na década de 1990

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli




Prepare-se para a nostalgia.

A Nickelodeon, em parceria com a Paramount, está produzindo o filme Nicktoons, com vários personagens de desenhos animados dos últimos 25 anos.

Logo, eles só podem estar falando de clássicos como Doug, Os Anjinhos, CatDog, Hey Arnold! e A Vida Moderna de Rocko, por exemplo.


O Deadline, que teve acesso exclusivo às informações, diz que Nicktoons será semelhante ao elogiado (e lucrativo) Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988), que mistura animação e live action.

Jared Hess, de Napoleon Dynamite (2004) e Nacho Libre (2006), foi escolhido para dirigir o novo filme. Ele vai escrever o roteiro com Jarusha Hess, esposa e parceira profissional.


Os produtores são Mary Parent (O Regresso) e Cale Boyter (Marcas da Violência).

Não foi anunciada uma data de estreia.

Das 50 cidades mais violentas do mundo, 21 são brasileiras

POR Felipe Germano - Superinteressante


Levantamento feito pela ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal coloca Fortaleza e Curitiba como algumas das cidades mais violentas do planeta

A gente sabe que o Brasil é um lugar violento. De acordo com o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado no ano passado, mais de 58,5 mil assassinatos foram registrados em 2014. São mais de 160 homicídios por dia. A novidade é que esses números estão deixando o país com cada vez mais destaque nos rankings de violência mundo afora. O mais recente, um estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, afirma que entre as 50 cidades mais violentas do mundo, 21 são brasileiras.



O estudo não explicita quantas cidades foram analisadas além das 50 apontadas no ranking, mas sua metodologia deixa claro que apenas localidades com mais de 300 mil habitantes entraram na conta - o que excluiu cidades em pequenos países, principalmente na África. Além disso, os dados tinham que estar disponibilizados na internet. A partir daí, a colocação se dava pelo número de homicídio dolosos (onde há intenção de matar), em proporção para cada 100 mil habitantes.

O Brasil é o país que mais ocupa o levantamento, mas a cidade mais violenta não fica por aqui. A pesquisa aponta que o local mais perigoso do mundo é Caracas, na Venezuela. De acordo com os dados exibidos, em 2015, o local registrou 3,946 homicídios entre seus 3,291,830 habitantes, deixando sua taxa em pouco mais de 119 assassinatos para cada 100 mil moradores do local.

Na verdade, mesmo com a dominação brasileira, os índices da Venezuela apontam que nosso país vizinho consegue ser mais violento que a gente no panorama geral. Quando calculamos a média da violência ocorrida nas cidades brasileiras apontadas pelo estudo, vemos uma taxa de 40,5 homicídios. O número das localidades venezuelanas é de 76,6.

Em comparação com o ranking feito pela organização no ano passado, a ocupação do Brasil só cresceu. Mais de 30% para ser mais exato. Na última lista, 16 cidades brasileiras ocupavam a lista. Delas, a única que conseguiu deixar a tabela da nova edição foi Belo Horizonte.

Além das 21 Brasileiras, foram colocadas na lista 8 cidades da Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, 1 em El Salvador, 1 na Guatemala e 1 na Jamaica. De modo que 41 das cinquenta sejam localizadas nas Américas Central e do Sul. O restante da lista era preenchido por 4 cidades nos Estados Unidos e outras 4 na África do Sul.

A lista do estudo você vê abaixo, com as cidades brasileiras negritadas:

Caracas (Venezuela): 119,87
San Pedro Sula (Honduras): 111,03
San Salvador (El Salvador): 108.54
Acapulco (México): 104,73
Maturín (Venezuela): 86,45
Distrito Central (Honduras): 73,51
Valencia (Venezuela): 72,31
Palmira (Colômbia): 70,88
Cidade do Cabo (África do Sul): 65,53
Cali (Colômbia): 64,27
Ciudade Guayana (Venezuela): 62,33
Fortaleza (Brasil): 60,77
Natal (Brasil): 60,66
Salvador e região (Brasil): 60,63
St. Louis (Estados Unidos): 59,23
João Pessoa (Brasil): 58,40
Culiacán (México): 56,09
Maceió (Brasil): 55,63
Baltimore (Estados Unidos): 54,98
Barquisimeto (Venezuela): 54,96
São Luís (Brasil): 53,05
Cuiabá (Brasil): 48,52
Manaus (Brasil): 47,87
Cumaná (Venezuela): 47,77
Guatemala (Guatemala): 47,17
Belém (Brasil): 45,83
Feira de Santana (Brasil): 45,50
Detroit (Estados Unidos): 43,89
Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil): 43,38
Teresina (Brasil): 42,64
Vitoria (Brasil): 41,99
Nova Orleans (Estados Unidos): 41,44
Kingston (Jamaica): 41,14
Gran Barcelona (Venezuela): 40,08
Tijuana (México): 39,09
Vitória da Conquista (Brasil): 38,46
Recife (Brasil): 38,12
Aracaju (Brasil): 37,70
Campos dos Goytacazes (Brasil): 36,16
Campina Grande (Brasil): 36,04
Durban (África do Sul): 35,93
Nelson Mandela Bay (África do Sul): 38,85
Porto Alegre (Brasil): 34,73
Curitiba (Brasil): 34,71
Pereira (Colômbia): 32,58
Victoria (Mexico): 30,50
Joanesburgo (África do Sul): 30,31
Macapá (Brasil): 30,25
Maracaibo (Venezuela): 28,85
Obregón (México): 28,29

Hospitais devem passar por faxina contra o Aedes aegypti na próxima semana

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos do país que atendem a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) vão passar por uma espécie de "dia da faxina" contra o Aedes aegypti na próxima quarta-feira (4). De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, a iniciativa integra um calendário de ações proposto pelo governo federal na tentativa de conter a epidemia do vírus Zika no Brasil.

Hoje (29), a pasta promove uma mobilização nacional de servidores públicos federais em uma campanha de enfrentamento ao mosquito, que transmite, além do vírus Zika, a dengue e a febre chikungunya. A ideia é inspecionar e eliminar possíveis focos do Aedes aegypti em todos os prédios do governo federal no país. A mesma estratégia deve ser adotada nos hospitais brasileiros na próxima semana.

“Além de ser o nosso dever, é simbólico. Estamos pedindo que as pessoas façam [essa faxina] também nas suas casas”, explicou o ministro. No dia 13 de fevereiro, segundo ele, será realizada grande mobilização nacional, com a presença de cerca de 220 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que farão vistorias dentro das residências brasileiras. “Queremos incentivar para que a sociedade encampe essa causa”.


Dilma: Brasil tem que se mobilizar para vencer luta contra Aedes aegypti

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger




A presidenta Dilma Rousseff e os ministros Marcelo Castro, Gilberto Occhi, Aloizio Mercadante e Jaques Wagner se reúnem na Sala Nacional de Coordenação e Controle da Dengue Marcelo Camargo/Agência Brasil


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (29) que o Brasil precisa se mobilizar para vencer a luta contra o mosquito Aedes aegypti. “Temos de nos mobilizar para ganhar a luta. Não vamos ganhar a luta se ficarmos de braços cruzados. Se eu dissesse que nós estamos ganhando a luta, nós estaríamos em uma fase mais avançada. Vamos ganhar essa guerra. Vamos demonstrar que o povo brasileiro é capaz de ganhar essa guerra”, afirmou a presidenta.

Ela fez a declaração após reunião com os governadores dos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, por videoconferência, para tratar de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Hoje, o governo federal promove um dia de mobilização para eliminação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e o vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês. “O governo federal hoje começa uma faxina em dentro de todas as unidades do governo e das Forças Armadas”.

A presidenta minimizou as declarações do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que na terça-feira disse que o mosquito estava ganhando a batalha. “Por que criar um problema com a constatação da realidade? Dizer que nós estamos perdendo é porque nós queremos ganhar", disse Dilma.

Vacina

Segundo ela, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que os testes para a vacina da dengue, que está sendo desenvolvida no Instituto Butantan, começam na segunda-feira (1º). "Estamos virando essa guerra quando descobrirmos a vacina. A dengue vai ter uma vacina brasileira que eu considero a melhor", disse a presidenta ao destacar a gravidade da situação: "Vamos ter que ter uma mobilização três vezes maior do que tivemos com a dengue. O Zika não é uma gripe”.

Em um momento de ajuste fiscal, a presidenta disse que não pode faltar dinheiro para o combate ao mosquito. “Tenho certeza que não só o governo federal considera que não pode [faltar dinheiro], mas o Congresso também. Esta despesa tem a ver com a saúde pública no país. Não sofre contingenciamento nem limites. Vamos colocar todos os nossos recursos”, concluiu.

Além do ministro da Saúde, Dilma estava acompanhada pelos ministros da Integração Nacional, Gilberto Occhi; da Defesa, Aldo Rebelo; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini; da Casa Civil, Jaques Wagner; e da Educação, Aloizio Mercadante e o encontro ocorreu na Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Vírus Zika, na região central de Brasília.

Polícia europeia lança na internet lista de criminosos "mais procurados"

Da Agência Lusa



As forças policiais europeias lançaram hoje (29) uma página na internet dos criminosos "mais procurados” na Europa. Trata-se de uma lista de 45 suspeitos que inclui o suposto autor dos atentados de novembro em Paris, Salah Abdeslam.

“O site vai permitir compartilhar informações sobre criminosos procurados, que foram condenados ou são suspeitos de crimes graves ou de atos terroristas na Europa”, informa um comunicado da agência de polícia europeia, Europol.

Segundo o comunicado, a relação de nomes vai ser atualizada regularmente e é “a primeira iniciativa europeia para apresentar uma lista de fugitivos procurados em uma plataforma comum”.

O site apresenta uma fotografia de cada um dos suspeitos, uma descrição das acusações de que são alvo e o contato da força policial que os buscam.

“A partir de hoje, os cidadãos da União Europeia e de outros países podem dar informações úteis através do site de forma anônima", diz o comunicado da agência sedeada em Haia.

Salah Abdeslam, por exemplo, é descrito como um “indivíduo armado e muito perigoso”, de 1m75, olhos castanhos, procurado por terrorismo.

O site está disponível em 17 idiomas e foi lançado pela Enfast1 (European Network of Fugitive Active Search Teams), uma rede europeia de polícias especializados na localização e detenção de fugitivos, com a colaboração da Europol.

O lançamento da lista ocorre menos de três meses depois dos atentados de 13 de novembro em Paris, que fizeram 130 mortos. Na sequência, as autoridades europeias foram fortemente criticadas, já que alguns dos autores dos ataques conseguiram entrar na França, mesmo sendo procurados por terrorismo pelas autoridades.

Perfil do trabalho infantil no Brasil mudou, diz ministra Tereza Campello

Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, fala sobre a situação do trabalho infantil no país, durante o programa Bom dia, MinistroJosé Cruz/Agência Brasil

O número crianças e jovens – entre 5 e 17 anos – em situação de trabalho infantil no país caiu mais de 43% em dez anos. Em 2004, o número ultrapassava 5 milhões. Já em 2014, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o problema atingia 2,8 milhões de crianças e jovens.

Além da queda nos números, a ministra da pasta, Tereza Campello, chamou a atenção hoje (29) para a mudança no perfil do trabalho infantil. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro – produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços – ela lembrou que, tradicionalmente, o problema envolvia crianças que não estudavam e de famílias com renda muito baixa. Atualmente, o trabalho infantil está concentrado entre maiores de 14 anos, que frequentam a escola, e de famílias com renda acima de um salário mínimo mensal por pessoa.

"O Brasil hoje é uma referência mundial de combate ao trabalho infantil, mostrando que é possível [implementar] ações que levem à redução do trabalho infantil. Quem está trabalhando hoje é o menino acima de 14 anos, nas cidades, que vai à escola, e trabalhando muitas vezes até com a própria família”, disse ela.

Para Tereza, o desafio agora é regularizar o trabalho desses jovens. Ela lembrou que até os 13 anos de idade o trabalho é proibido pela Constituição Federal. No entanto, entre 14 e 15 anos, a participação em programas de aprendizagem profissional é admitida, desde que o jovem continue na escola. Já a partir dos 16 anos, o trabalho é permitido com carteira assinada e desde que não seja no perído noturno, em função perigosa ou em local insalubre.

“A gente tem que buscar uma orientação, inclusive para os nossos empregadores, para aquele pai de família que tem o menino trabalhando no comércio. Vamos regularizar a situação desses meninos. É possível que a gente possa ter as crianças trabalhando mas tem que estar na escola, tem que ser um trabalho protegido, tem que ser dentro da legislação brasileira”, afirmou Tereza.

A ministra reforçou a importância de que a população denuncie situações de trabalho infantil, especialmente casos de trabalho doméstico irregular, situação mais difícil de ser identificada, uma vez que a vítima fica "escondida" da sociedade na residência do patrão.

Para fazer denúncias, o cidadão pode ligar para o Disque 100 (Disque Denúncia) ou acessar o site do Ministério Público do Trabalho e clicar no ícone Coleta de Denúncias. Caso queira fazer uma denúncia pessoalmente, a pessoa pode se dirigir ao Conselho Tutelar, à Secretaria de Assistência Social, à Delegacia Regional do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho.


ONU denuncia supostas violações de menores na República Centro-Africana

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto



O alto comissário das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, afirmou hoje (29) que menores sofreram supostos abusos sexuais na República Centro-Africana por soldados estrangeiros. Ele disse estar “muito alarmado” com essas acusações.

Os supostos crimes, segundo comunicado divulgado em Genebra, ocorreram principalmente em 2014, mas foram descobertos nas últimas semanas.

Uma equipe da ONU na República Centro-Africana entrevistou várias jovens que declararam ter sofrido abuso sexual pelos soldados estrangeiros.

De acordo com quatro jovens, com idade entre 14 e 16 anos no momento dos abusos, os agressores pertenciam aos contingentes da força da União Europeia (Eurofor-RCA). Três delas acreditam que os homens fazem parte do contingente da Georgia na Eufor.

A equipe da ONU também entrevistou dois irmãos, um menino e uma menina, com 7 e 9 anos, que teriam sido abusados em 2014 por membros das tropas francesas Sangaris.

A menina disse que manteve relações sexuais com soldados franceses em troca de uma garrafa de água e um pacote de bolachas. Acrescentou que assim como seu irmão, de 9 anos, outras crianças tinham sido abusadas da mesma forma e citou soldados franceses.

Essas acusações, que envolvem forças militares estrangeiras que não pertencem à ONU, tiveram lugar nos arredores e dentro do campo de deslocados internos de M’Poko, situado perto do aeroporto de Bangui.

No início de janeiro, a ONU anunciou que havia aberto investigação sobre novas acusações de abuso sexual contra soldados de três países que participam da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca). As supostas vítimas são quatro meninas.

Zika: Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo, diz ministro

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante



Ministro da Saúde, Marcelo Castro, lembra que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou hoje (29) que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração surge um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

Durante cerimônia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti no próprio prédio do ministério, Castro disse que os servidores da pasta precisam dar o exemplo em primeiro lugar. "Não temos ainda a vacina, o remédio para combater o vírus. O que nos resta é o trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir os criadouros do mosquito."

O ministro lembrou que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos. Para ele, acabar com os criadouros é uma tarefa difícil, mas não impossível. "O governo está fazendo a sua parte. Nunca houve na história deste país uma mobilização tão efetiva", disse. "São fundamentais e mais necessárias ainda a participação e a mobilização da sociedade".


China assegura ao FMI que não tem intenção de desvalorizar moeda

Da Agência Lusa


Valor do yuan, a moeda chinesa, é fortemente controlado pelo governo, que diariamente estabelece um câmbio de referência Banco Popular da China

O governo chinês não tem qualquer intenção de desvalorizar a sua moeda, o yuan, para incentivar as exportações, nem tem planos de iniciar uma guerra de divisas, assegurou o primeiro-ministro, Li Keqiang, à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Eles conversaram nessa quinta-feira (28), por telefone, a pedido do FMI, pouco depois de o organismo apelar ao país para que melhore a comunicação com o mercado sobre as suas políticas econômicas, informam os meios de comunicação chineses.

Li reiterou que “não há qualquer base” para uma contínua desvalorização do yuan e negou que a redução do valor da moeda seja um mecanismo para impulsionar as debilitadas exportações chinesas.

O valor do yuan é fortemente controlado pelas autoridades, que diariamente estabelecem um câmbio de referência e permitem que flutue até um máximo de 2% em relação ao preço médio.

Alguns analistas interpretam a desvalorização do yuan como uma tentativa da China de estimular a economia, em desaceleração, enquanto o governo argumenta que é apenas uma medida para equiparar a sua moeda ao dólar.

Li assegurou a Largarde que a China vai aumentar a comunicação com o mercado para manter “um tipo de câmbio do yuan estável e em um nível razoável e justo”.

O primeiro-ministro também pediu à diretora-gerente do FMI que confie na economia chinesa, apesar da sua desaceleração, e enumerou as melhorias alcançadas, como o “emprego quase total”.

“Somos capazes de manter um crescimento sustentável e estável”, afirmou Li, uma semana depois de ter sido divulgado que o Produto Interno Bruto da China cresceu 6,9% em 2015, o ritmo mais baixo em 25 anos.


Japão mobiliza tropas diante de possível lançamento de míssil norte-coreano

Da Agência Lusa


O governo japonês determinou hoje (29) ao Exército que se prepare para a possibilidade de ter de destruir um míssil que a Coreia do Norte pode lançar em breve. O objetivo é evitar que caia sobre o território japonês.

“Tomamos todas as medidas necessárias para responder a qualquer tipo de situação”, afirmou o ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, citado pela agência Kyodo.

Suga não deu mais dados sobre a iniciativa do Ministério da Defesa, de modo a não revelar “informação sensível” sobre a capacidade do Japão para interceptar mísseis.

As últimas imagens de satélite da base norte-coreana de Sohae mostraram que há movimentação nas instalações e que a Coreia do Norte pode estar preparando o lançamento, em breve, de um projétil de longo alcance, como Seul, Tóquio e Washington tinham alertado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Fumio Kishida, disse hoje que acertou, em teleconferência com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, uma cooperação sobre a questão do lançamento norte-coreano.

“Trabalharemos estreitamente com os Estados Unidos e outros países envolvidos e tomaremos todas as medidas possíveis para garantir a segurança do público”, disse Kishida, em entrevista.

O novo lançamento pode ocorrer no momento em que os países do Conselho de Segurança das Nações Unidas estudam sanções adicionais à Coreia do Norte devido ao seu quarto teste nuclear, feito no início do mês.


Obama diz que combaterá Estado Islâmico em outros países além da Síria e Iraque

Da Agência Lusa



Presidente norte-americano compromete-se a combater Estado Islâmico na Líbia e em outros países, se necessárioEPA/Michael Reynolds/Agência Lusa

O presidente norte-americano, Barack Obama, garantiu hoje (29) que os Estados Unidos vão combater o grupo extremista Estado Islâmico em outros países além da Síria e do Iraque, se necessário, destacando o crescente foco na Líbia.

Obama convocou o Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação na Líbia, devido ao temor de que um vazio de governança no país norte-africano o torne vulnerável à presença do Estado Islâmico.

“O presidente enfatizou que os Estados Unidos vão continuar a combater terroristas do Estado Islâmico em todos os países onde for necessário”, informou a Casa Branca após o encontro.

“O presidente direcionou a sua equipe de segurança nacional para continuar os trabalhos de fortalecimento da governança e de contínuos esforços de combate ao terrorismo na Líbia e em outros países onde o Estado Islâmico tem procurado estabelecer presença”, acrescentou.

A Líbia atravessa um período de instabilidade e violência desde que o ditador Moamer Kadhafi foi deposto, em 2011.

O país tem atualmente dois governos e dois parlamentos, com as autoridades reconhecidas baseadas na cidade de Tobruk e as apoiadas pelas milícias em Tripoli.


Chanceler venezuelana visita o Brasil em meio a impasse político

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Venezuela vive impasse político após as últimas eleições legislativas que deram maioria à oposição Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil/EBC

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, visita o Brasil nesta sexta-feira (29), para se reunir com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. O encontro ocorre no momento em que o país vizinho passa por instabilidade política após as últimas eleições que deram maioria à oposição no Parlamento. Na semana passada, o Parlamento venezuelano rejeitou decreto do presidente Nicolás Maduro que permitiria ao governo utilizar recursos orçamentários e atuar de forma mais intervencionista nas empresas.

Oficialmente, está previsto que Mauro Vieira e Delcy Rodríguez discutam temas bilaterais como cooperação fronteiriça, comércio e investimentos.Por isso, o ministro da Economia venezuelano, Luís Salas, também estará presente. De modo reservado, porém, os chanceleres devem abordar a crise política da Venezuela. Recentemente, o governo brasileiro tem se manifestado de forma mais enfática quanto à questão. Após a eleição da aliança opositora, o Itamaraty divulgou nota em que pede respeito ao pleito e diz confiar que a "vontade soberana" dos venezuelanos será respeitada.

Ontem (27), ao participar em Quito, no Equador, de reunião com chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o ministro Mauro Vieira mencionou a institucionalidade democrática e defendeu que os problemas da região devem ser solucionados internamente, de modo a respeitar a soberania dos países. "A tradição da solução pacífica de controvérsias por meio do diálogo e do direito internacional deve ser reforçada no âmbito da Unasul e é preciso valorizar as soluções encontradas na nossa própria região. No entanto, é também importante evitar escaladas retóricas que possam desvirtuar essa tradição", afirmou.

De acordo com o ministério das Relações Exteriores, o Brasil tem buscado "consistentemente" contribuir para promover o "diálogo político" e a institucionalidade democrática da Venezuela.

O encontro está marcado para as 9h30 no Palácio Itamaraty, em Brasília, e depois, os dois chanceleres vão fazer uma declaração à imprensa. Em 2015, a corrente de comércio entre os dois países chegou a US$ 3,7 bilhões. O Brasil exporta mais do que importa, tendo registrado no ano passado saldo positivo de US$ 2,3 bilhões.

Vida começa a voltar ao normal em Washington, mas tempo continua frio

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Washington, a capital norte-americana, enfrentou uma das maiores tempestades de neve de sua história  EPA/Shawn Thew/Agência Lusa

Cinco dias depois de enfrentar uma das maiores tempestades de neve de sua história, a vida em Washington e em outras cidades da Costa Leste dos Estados Unidos começa a voltar à normalidade, com repartições públicas, transportes, comércio e embaixadas já funcionando.

O tempo, no entanto, continuará frio nesta sexta-feira  (29) em Nova York e na capital norte-americana, com temperatura variando entre -5 graus e 6 graus Celsius, segundo informou a empresa de meteorologia AccuWeather.

Caminhões e tratores equipados com pás mecânicas prosseguem com os trabalhos de remoção da montanha de gelo e neve que cobriu Washington, uma das cidades mais atingidas pela tempestade. Escolas de algumas áreas da capital norte-americana ainda não foram reabertas.

Enquanto isso, os estados de Minnesota, Wisconsin, Michigan, Dakota do Norte e do Sul, Ohio, Indiana, Illinois e Iowac começam a se preparar uma grande nevasca procedente do Oceano Pacífico, combinada com ventos fortes, prevista para fevereiro.

Como aconteceu com as populações de Nova York e Washington, que receberam informações sobre a tempestade de neve com antecedência, os moradores dos estados do Centro e do Norte vêm recebendo avisos regulares das autoridades locais sobre como se precaver, caso se confirme a nevasca.


Estudantes têm até hoje para se inscrever no Fies

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Termina hoje (29) às 23h59 o prazo para inscrições no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2016. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet. O Fies financia cursos superiores não gratuitos com avaliação positiva. Nesta edição, são ofertadas 250.279 vagas. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado no dia 1° de fevereiro.

Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtido pelo menos 450 pontos na média das provas e não tenha tirado 0 na redação. O candidato precisa ter também renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos.

O candidato poderá se inscrever em um único curso e turno entre aqueles com vagas ofertadas. Durante o período de inscrição, poderá alterar sua opção de vaga, bem como fazer o cancelamento. Os estudantes serão classificados de acordo com as notas no Enem na edição em que tiver obtido a maior média.

Do total de vagas ofertadas nesta edição, 47% vão para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A maior parte da vagas (63%) vai para os cursos considerados prioritários pelo Ministério da Educação nas áreas de saúde, engenharias e formação de professores. A divisão das vagas é a seguinte: 30,4% para cursos de saúde, 18,8% para formação de professores e 13,8% para as engenharias. Os outros 37% são para cursos das demais áreas.

Lista de espera

O processo terá chamada única e lista de espera. Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única serão incluídos na lista de espera para o preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas. O resultado da pré-seleção na chamada única e a lista de espera serão divulgados no dia 1º de fevereiro.


Entrada de transexuais em universidades trará mudanças sociais, diz ativista

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo


"Quantas pessoas trans frequentam a sua casa?" Em um vídeo lançado para o Dia da Visibilidade Trans, lembrado hoje (29), alunas e alunos transexuais do curso Prepara Nem, no Rio de Janeiro, fazem essa e outras perguntas provocativas como um convite à reflexão: "Quantas vezes você já defendeu uma travesti vítima de chacota? E quantas vezes você riu?". Após seis meses de aulas que renderam aprovações, o curso agora quer alfabetizar, ensinar idiomas, preparar para concurso público e capacitar os alunos na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).


Ativista trans Indianara Siqueira é uma das fundadoras do Prepara Nem Ricardo Schimidt
Fundadora, a ativista Indianara Siqueira tem a expectativa de que a entrada de transexuais no mundo acadêmico traga mudanças no modo de pensar da sociedade. "Quanto mais pessoas trans entrarem para a academia, mais a sociedade vai ter um choque. Porque tudo o que é contado na academia vai entrar em choque com essa vivência com a qual não se tinha contato", diz. "Isso faz parte da conquista da visibilidade. Para que saibam que existimos", completa.

O curso começou no segundo semestre do ano passado e já registra algumas aprovações. Alunos do Prepara Nem conquistaram duas bolsas de estudo integrais na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). As aulas também ajudaram uma das alunas a passar em um concurso público para a Prefeitura de Duque de Caxias. Além das pontuações e posições em listas de aprovados, o objetivo é combater a invisibilidade. As metas para este ano são mais ambiciosas e incluem levar o curso a locais mais distantes do centro da capital fluminense.

Transexual, negra e moradora da zona oeste, a operadora de telemarketing Luiza Mendonça, 20 anos, entrou no projeto como professora de química. Ela cursa farmácia em uma universidade particular e aproveitou a motivação para tentar novamente o vestibular para medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com mais de 800 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela chegou perto da nota de corte de 824,74 pontos, a mais alta de todo o país, e está na lista de espera.

Aos 22 anos, Luiza Mendonça cursa farmácia em uma universidade particular e dá aulas de química no curso preparatório voltado para alunos e alunas transexuaisRicardo Schimidt


"As pessoas têm uma visão de que uma travesti só serve para a prostituição e mais nada, que não vai conseguir trabalho e vai ficar na vulnerabilidade. Mas queremos colocá-las no âmbito acadêmico", diz Luiza, que acredita que a oportunidade de estudar trouxe autoconfiança aos alunos.

"Dá para ver que não ajudou só na questão acadêmica. Muitas meninas, quando entraram, eram tímidas, não falavam direito. Hoje se tornaram ativas, te respondem, questionam".

A universitária participa da organização do núcleo zona oeste do curso preparatório e usa o exemplo da própria família como argumento de que a visibilidade da pessoa trans é importante no combate ao preconceito. "[Meus pais] viram que eu estava em uma faculdade, que estava trabalhando e estava com as minhas contas pagas. Sempre tive minhas desavenças, mas em vista do que era antes, mudou".

Quem apresentou Luiza ao Prepara Nem foi Letícia Suet, 22 anos, que conseguiu uma bolsa de 100% para cursar serviço social na PUC-Rio. Ela acredita que sua experiência de vida fará diferença na atuação profissional.

"A gente sabe o que é cair em vulnerabilidade. Moro em favela, sempre fui pobre, e muitas pessoas trans vivem dessa forma", diz.

>> Leia o especial Eu, Trans

Letícia Suet conseguiu uma bolsa integral para estudar serviço social na PUC-Rio Ricardo Schimidt

Letícia conta que terminou o ensino médio em um supletivo depois de ter abandonado a escola por diversos episódios de preconceito. "Eu tinha problema com os alunos, com a direção, e não tinha apoio em casa. Tentei voltar algumas vezes, mas não deu. Hoje estou mais tranquila, mais confiante de falar na frente das pessoas".

O secretário especial de Direitos Humanos, Rogério Sottili, defende que o trabalho para que essa população tenha mais visibilidade deve começar cedo, ainda na escola.

"Acho que o foco das políticas deve ser o ensino fundamental. Mais da metade dessa população foi expulsa de casa com 13, 14 anos de idade porque a família não aceitou a sua identidade. É uma população muito vulnerável. Quem chega na universidade está tão bem estruturada que fica em primeiro lugar e enfrenta, por si só, todas as adversidades. O importante é a gente preparar as escolas com políticas públicas de direitos humanos", defende.

Alfabetiza Nem

Ao notar dificuldades mais profundas na formação de pessoas trans que deixaram a escola na mesma situação de Letícia, o curso decidiu dar um passo além e atuar na alfabetização.

"Quando nos aproximamos da população trans de rua, a maioria tem um nível de alfabetização muito baixo. Isso trouxe essa necessidade de alfabetização", explica Indianara, que também justifica a necessidade de chegar a alunos de outras localidades.

"Primeiro, pela distância, para não centralizar tudo no Rio de Janeiro. E depois pela necessidade dessas pessoas, em muitos desses lugares, de serem empoderadas onde moram, onde vivem. Para desentocar essas pessoas e esses locais e abrir o debate".

Além do núcleo zona oeste, que deve ficar na região de Bangu, o Prepara Nem busca alunos e voluntários em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Niterói e Complexo da Maré. A expectativa é chegar a 150 alunos neste ano.

Para arrecadar fundos e divulgar o trabalho, as ativistas e alunas posaram para o fotógrafo Ricardo Schmidt e, com a ajuda de voluntários, publicaram um calendário. As fotos foram tiradas em um estúdio e algumas delas foram usadas nesta matéria.






Prazo para participar da lista de espera do Sisu termina nesta sexta-feira

Da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Candidatos que se inscreveram na lista de espera do Sisu serão convocados a partir do dia 4 de fevereiro pelas próprias instituições de ensinoElza Fiuza/Agência Brasil


Os candidatos que não foram selecionados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até hoje (29) para participar da lista de espera. Para aderir, o estudante acessa o sistema e, em seu boletim, precisa clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu. Ao finalizar, o sistema emite uma mensagem de confirmação.

Também pode participar da lista o candidato que foi selecionado para o curso que escolheu como segunda opção ao fazer a inscrição. Esse estudante pode participar da lista de espera para a primeira opção de curso, mesmo que já tenha feito a matrícula na segunda opção.

A adesão à lista de espera deve ser feita no portal do Sisu. Os candidatos serão convocados a partir do dia 4 de fevereiro pelas próprias instituições de ensino.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação por meio do qual os estudantes participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) concorrem a vagas de ensino superior em instituições públicas. Nesta primeira edição de 2016, foram ofertadas 228 mil vagas em 131 instituições.

Ibama exige que Samarco apresente novo Plano de Recuperação Ambiental

Da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  divulgou ontem (28) que encaminhou ofício na quarta-feira (27) à mineradora Samarco, responsável pela catástrofe ambiental provocada pelo rompimento de barragem em Mariana (MG), exigindo que a empresa apresente um novo Plano de Recuperação Ambiental da região afetada pelo desastre. O plano foi considerado “genérico e superficial” pelo Ibama, que avaliou que se trata de um "plano preliminar", ao contrário do que foi pedido pelo órgão.

Plano de Recuperação Ambiental apresentado pela Samarco foi cosiderado superficial pelo IbamaAntonio Cruz/ Agência Brasil

Segundo informações divulgadas pelo Ibama, a equipe técnica responsável pela análise considerou que o levantamento dos impactos e as ações propostas pela Samarco tem “caráter genérico e superficial, sem considerar o imenso volume de informações produzidas e disponíveis até o momento, além de apresentar pouca fundamentação metodológica e científica”.

O plano apresentado pela Samarco, de acordo com a análisa do Ibama, "não especifica, por exemplo, quais espécies da flora foram afetadas, quantas destas se encontram em risco de extinção ou quantas tem distribuição restrita nos locais atingidos pela lama". Também não consta no documento a altura da lama depositada nas margens, subestima o impacto da tragédia na fauna aquática e faz uma abordagem superficial dos impactos na fauna terrestre. De acordo com a avaliação, a empresa "minimiza todos os impactos ambientais da ruptura da barragem”.

Segundo os analistas do Ibama “a falta de prazos definidos impossibilita qualquer monitoramento das atividades a serem desenvolvidas por parte dos órgãos competentes”. Outro ponto destacado na análise feita pela equipe técnica do Ibama foi que os impactos sociais diretos e indiretos não foram sequer citados.

A Samarco tem até o dia 17 de fevereiro para entregar as complementações e atualizações exigidas. A mineradora entregou o documento no dia 18 de janeiro na Superintendência do Ibama em Minas Gerais e a análise do Ibama foi concluida no dia 21 .


Propaganda de 'Minha Luta', livro de Adolf Hitler, reacende o debate no Brasil

Estadão Conteúdo




No e-mail marketing que a Geração Editorial enviou a seus contatos no início desta semana, a mensagem "Ansioso para adquirir Minha Luta, de Adolf Hitler? Envie um e-mail para midias@geracaoeditorial.com.br e seja avisado quando o livro estiver em pré-venda" vinha ilustrada com uma foto do ditador e de uma meia suástica, a capa do livro e a informação de que se tratava de uma edição crítica e comentada. Como tudo o que diz respeito à essa obra que entrou em domínio público dia 1º, a polêmica foi instantânea.

O escritor Ricardo Lísias, um dos críticos ao lançamento de uma edição comercial da obra, compartilhou o anúncio, mas apagou o e-mail indicado. "Hoje a editora que diz que vai fazer uma edição consequente, cuidadosa e cheia de notas de rodapé, e que se defende colocando o direito de as pessoas optarem por ler ou não ler (!!) o que quiserem começou sua campanha de divulgação. Eu recebi no meu e-mail esse cartaz aqui, de que tirei o contato. Notem o ato falho denunciador: não está escrito ‘ansioso para ler’, mas sim ‘ansioso para adquirir’... Ou seja, comprar o livro e dar lucro para quem está fazendo isso aí. Vejam aí se fazer esse tipo de propaganda é algo que seja defensável", escreveu Lísias em seu perfil do Facebook no início da noite de terça-feira (26). Outros escritores entraram no debate e chegaram a propor um boicote à editora.



Nesta quarta-feira (27), pela manhã, Luiz Fernando Emediato, publisher da Geração, comentou, também em seu perfil da rede social: "Em nome do livre debate e da liberdade de expressão, compartilho aqui artigo do escritor Ricardo Lísias, que tem o direito de ser contra nossa edição - crítica e duramente comentada - do livro de Hitler. No entanto, ele começou a fazer uma ridícula campanha contra a divulgação deste domingo no lançamento da Geração, e infelizmente agindo como o próprio Hitler - mentindo e distorcendo informações sobre a primorosa edição da Geração Editorial. Não se trata de edição propagandística. É uma edição ‘antídoto’ de um clássico como outro qualquer. Um livro do mal, é claro - mas uma obra histórica, produzida por um legítimo e deplorável representante de nossa espécie".


As tais notas que explicam e contextualizam o livro de Hitler foram inseridas na edição americana, de 1939.

Ao jornal O Estado de S.Paulo, o editor Willian Novaes respondeu que "centenas de pessoas telefonam diariamente para a editora perguntando ansiosamente se e quando o livro vai sair". E completou: "Enviamos um e-mail para nosso mailing e lá estava esse escritor, Ricardo Lísias, que leu Minha Luta, mas paradoxalmente defende que o livro não seja colocado à venda, nem mesmo edições críticas. Parece que ele se incomoda com ‘lucros’ das editoras. Consideramos esse debate encerrado e estamos apenas dando informações para a sociedade. Compre e leia quem quiser".

O banner do e-mail marketing foi compartilhado na conta do Twitter da editora no final da tarde dessa terça (26). Nesta quarta, a editora postou, no Facebook, uma nova versão. A frase ‘"Ansioso para adquirir Minha Luta, de Adolf Hitler"’ foi substituída por ‘"Quer ler a melhor edição de Minha Luta, de Adolf Hitler"?


O lançamento está previsto para março.

Estados e municípios poderão construir creches em escolas que já existem

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Oferecer educação para crianças de até 5 anos será prioridade nos investimentos da União em estados e municípiosAntonio Cruz/Arquivo Agência Brasil


Sem tempo hábil de construir prédios para creches e pré-escolas para atender a toda a demanda do país, o Ministério da Educação (MEC) oferece a estados e municípios a opção de construir espaços voltados para atender a crianças de 4 e 5 anos em escolas que já existem.

Oferecer educação para crianças de até 5 anos será prioridade nos investimentos da União em estados e municípios, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Por lei, pelo Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil terá que incluir ainda este ano 600 mil crianças em pré-escolas.

"Disponibilizaremos módulos de ampliação mais baratos e que respondem rapidamente à necessidade de amplição das creches", afirma Mercadante, "O município que já tem a escola, rede de água, luz, poderá fazer um módulo a mais e atender às crianças", acrescenta. Dois modelos estarão disponíveis - um que atende a 48 alunos e é instalado em 60 dias e, outro,que  atende a 96 crianças e é executado em 90 dias.

Levantamento feito pela organização não governamental Todos Pela Educação mostra que, na última década, as crianças de 4 a 5 anos foram as que mais tiveram avanço no acesso à educação básica. O percentual de atendimento nessa faixa etária evoluiu de 72,5% em 2005, para 89,1% em 2014, o que representa uma variação de quase 17 pontos percentuais.

"A educação infantil será prioridade, ainda faltam creches e há o problema de acesso, colocar 600 mil crianças de 4 e 5 anos nas escolas em todas as prefeituras do Brasil", diz Mercadante.

Novo PAR

A construção de creches ou mesmo a ampliação das escolas deve constar no chamado Plano de Ações Articuladas (PAR), documento que norteia as transferências de recursos da União aos demais entes federados. O MEC lançou hoje (28) o novo sistema do PAR.

O plano é elaborado por gestores de estados e municípios e vale por quatro anos. O novo ciclo do PAR começa em 2016 e segue até 2019. "O plano é a bússola da relação entre o MEC e qualquer estado ou município. Toda relação tem que estar prevista no plano", afirma Mercadante.

Pelo novo modelo, o PAR passa a ser direcionado pelas regras previstas no PNE, lei sancionada em 2014 que prevê metas para melhorar a educação em dez anos.

No novo sistema, os gestores estaduais e municipais têm acesso detalhado a dados da rede de educação, formação de professores, prestação de contas e outros e podem acompanhar a evolução dos objetivos planejados. Para utilizar o sistema, os entes federados têm, no entanto, que ter aprovado o próprio plano de educação.

De acordo com o MEC, entre 2011 e 2015, mais de 5,5 mil municípios dos 27 estados brasileiros elaboraram o PAR. Foram investidos R$ 25 bilhões nesse período, na compra e distribuição de mobiliário, veículos escolares e tablets. Mais de 6,3 mil creches e mais 4,2 mil escolas de ensino fundamental e médio foram construídas.


Obama entra na polêmica sobre a presença de artistas negros no Oscar

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto



Depois de valorizar a presença da música negra, em sua conta no aplicativo Spotfy, o presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu a presença de atores negros em filmes e nos festivais de cinema. "Acho que [o cinema] deve fazer o mesmo que qualquer outra indústria: olhar para o talento, proporcionar oportunidade a todos”.

Ao falar sobre a necessidade de garantir nos Estados Unidos a diversidade cultural, Obama disse que a presença de negros no Oscar é apenas a expressão de uma discussão mais ampla. “Estamos nos certificando de que todos estão recebendo [uma exposição] justa?", indagou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defende a presença de  atores negros em filmes e nos festivaisEPA/Michael Reynolds/Agência Lusa

A divulgação dos artistas indicados para o Oscar deste ano, cerimônia marcada para 28 de fevereiro, desencadeou grande polêmica nos Estados Unidos. O diretor de cinema Spike Lee declarou que não irá participar da premiação em razão da falta de diversidade entre os indicados.

As observações de Obama foram feitas no programa Ao Vivo da Casa Branca, uma rodada de entrevistas divulgadas ontem (27) com âncoras de televisão. Participaram apresentadores das cidades de Richmond, Filadélfia, Milwaukee, Salt Lake City, Denver, Los Angeles e Oakland. Como um dos temas pautados para a entrevista era a ausência de seguro-saúde para uma parte da população norte-americana, as cidades foram escolhidas porque têm grande número de residentes não segurados.

Ao ser indagado por David Ono, da rede de televisão ABC, sobre a controvérsia em torno do Oscar, Obama disse: "Acho que a Califórnia é um exemplo da incrível diversidade deste país. Isso é uma força. Eu acho que quando a história de todos é expressada [no cinema], isso contribui para uma arte melhor".

Tais Araújo elogia Spike Lee por boicote ao Oscar e diz que racismo deve ser tratado com tolerância e coragem

HuffPost Brasil




O protagonismo do negro ainda é um problema para o Brasil. Como quando começaram os ataques orquestrados contra as atrizes Taís Araújo, Cris Vianna e Sheron Menezzes. Maju Coutinho, jornalista do Jornal Nacional, foi outra vítima.

Lá fora, apesar de alguns avanços - como o fato de Barack Obama ter sido eleito e reeleito para o cargo público mais importante do planeta -, a situação ainda está longe do ideal.

Em entrevista à coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, no Estado de S. Paulo, Tais Araújo comenta as recentes manifestações de representantes negros da classe artística americana quando da não indicação de diretores ou atores negros. Vem daí a hashtag #OscarStillSoWhite.

Na entrevista, a atriz brasileira elogia o diretor Spike Lee por suas duras críticas à Academia:

Após você ter se manifestado contra o racismo em seu Facebook no ano passado, a questão racial volta à mídia com a proposta de boicote ao Oscar feita por Spike Lee. Você apóia a esse movimento?

Hoje em dia a palavra representatividade está em voga. Acho que Spike Lee está sendo corajoso, porque está mexendo com o mercado. No entanto, é coerente que o diretor de um filme como Faça a Coisa Certa não fique calado. Essa é a causa dele, pela qual lutou uma vida inteira. Vão homenageá-lo sem colocar um representante da sua causa? Acho interessante esse radicalismo americano, 'Não me representa, não consumo'. Além do que, é impossível que não tenha tido um ator negro com um bom desempenho no cinema.
Perguntada sobre como o racismo "mexe" com ela, Tais disse optar por tratar o tema com "respeito, tolerância, coragem e compaixão".

O tema é duro, mas necessário. Tem que ser discutido com delicadeza, até para que você seja ouvido, não adianta tratar de uma maneira agressiva.
A solução para tudo isso? Tais crê que seja a educação. E, sim, ela é favorável à política de cotas, que, como sabemos, já mostra resultados.

Medo de nova ação no STF faz Cunha paralisar impeachment

HuffPost Brasil  |  De Grasielle Castro




Quem espera o retorno dos trabalhos do Legislativo para que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff volte a tramitar, vai ter que aguardar ainda mais. As primeiras semanas de retorno do Legislativo serão voltadas para ajuste fiscal e pautas polêmicas.

Na próxima semana os líderes se reúnem para decidir quais serão os principais itens a serem votados. Na ordem do dia, porém, já há prioridades. A principal delas é o projeto de lei antiterrorismo, que tranca a pauta. Embora polêmico pela possibilidade de criminalizar os movimento sociais, o texto é tido como prioridade dentro do governo para respaldar as ações de segurança nos jogos olímpicos. Há também mais de dez medidas provisórias, incluindo a que concede crédito extra para os ministérios pagarem a dívida pública.

O desejo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é que o impedimento da presidente volte a ser pautado o quanto antes, mas, por temer uma nova judicialização, ele esperará uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal.

Na quarta-feira (27), Cunha bateu o martelo sobre os textos do embargo de declaração, no qual os advogados da Casa pedem um detalhamento do rito. A intenção é que o documento seja protocolado no dia 2 de fevereiro no STF. Apesar de já ter uma data prevista, segundo a Secretaria-Geral da Mesa, há a avaliação de que é preciso que a corte se manifeste, com a publicação do acórdão, para que o recurso seja apresentado.

Só quando todas as questões forem respondidas que o presidente vai pautar novamente a formação da comissão que analisará o pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

Indefinição

O argumento de Cunha é que não está claro como será feita a votação para formação da comissão. Não se sabe, por exemplo, se será permitido o uso do painel ou das cabines. No painel, o voto é sim, não ou abstenção. Nas cabines, é em branco ou na chapa.

Regimentalmente, o presidente poderia determinar a votação pelo painel, sem questionamento. Mas abre brecha para que seja levado ao Supremo e crie uma nova ação. Há a apreensão de que o grupo que perder sempre busque a Justiça para tentar anular o ato.

Independência


Técnicos da Casa consideram a decisão do Supremo de interferir na formação da comissão mais política que regimentalmente correta. A analogia que se faz é que o caso é semelhante ao da eleição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos, em 2013. Mesmo com resistência, o deputado conseguiu votos e foi eleito.

Ex-ministros do STF consideram tanto que a corte acertou quanto que errou. Em entrevista ao jornal O Globo, o ex-ministro Carlos Velloso afirmou que o tribunal errou.

"O que garante a independência do eleitor, seja o eleitor cidadão, seja o eleitor parlamentar, é o voto secreto. Essa é a regra de ouro em se tratando de eleição. O regimento é expresso, o presidente (da Câmara) não tirou a regra da cabeça dele”, disse ao Globo.

Já o ex-ministro Carlos Ayres Britto acredita que o processo deve ser público, mas diz que a corte se equivocou ao proibir a chapa avulsa.

Em dezembro, o STF decidiu impugnar o rito do impeachment elaborado pelo presidente da Câmara. A corte proibiu a indicação de chapa avulsa, derrubou o voto secreto e permitiu que o Senado dê a palavra final sobre a abertura do processo.