Hora do nosso café... ☕

Por: Etiene Bouças





(...) Cada indivíduo tem acesso assim a uma grandeza que lhe é própria, e compreende-se por que essa grandeza deve ser ao mesmo tempo dada e conquistada.


— Louis Lavelle, no livro "O Erro de Narciso". (Cap. VII: Vocação e destino. III - Do caráter à vocação / Realizações Editora; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Standing Young Man at the Window in his Study Reading", 1647 - Willem Drost.

  • ------------------------------------------------






(...) As histórias que perseguem as pessoas até seus quartos de dormir são difíceis.


— Virginia Woolf, no livro "As Ondas". (Ed. Nova Fronteira; 2.ª edição [2004]).


Obra: "Le couloir rue Renan", 2017 - Anne Francoise Couloumy.

  • ------------------------------------------------


(...) O principal é não mentir para si mesmo. Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade nem em si, nem nos outros e, portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e aos demais [...] Aquele que mente para si mesmo é o primeiro que pode se sentir ofendido. 


— Fiódor Dostoiévski, no livro "Os Irmãos Karamazov". (Primeira parte. Livro II: Uma reunião inoportuna [Cap II: O velho palhaço]". (Editora 34 [Coleção Leste]; 3.ª edição [2012]).


Obra: "Girl in Striped Nightshirt", 1985 - Lucian Freud.

  • ------------------------------------------------






(...) De qualquer forma, vamos nos dedicar ao amor por um tempo, por um ano ou mais, você e eu. Essa é uma forma de embriaguez divina que todos podemos experimentar.


— F. Scoot Fitzgerald, no livro "Contos da era do jazz: Porcelana e cor-de-rosa". (Ed. Unesp; 1.ª edição [2021]).


Obra: "Close Couple", de Malcolm Liepke.


  • ------------------------------------------------



(...) A alma que não tem objetivo estabelecido se perde, pois, como se diz, estar em toda parte é não estar em lugar nenhum.


— Michel de Montaigne, no livro "Os Ensaios". (Livro Primeiro: VIII - Sobre a ociosidade / Ed. Penguin & Companhia; 1.ª edição [2010]).


Obra: "If I gave in", 2022 - Riona Buthello.

  • ------------------------------------------------






(...) Na minha idade, é preciso ser sincero. Mentir é cansativo demais.


— Albert Camus, no livro "A Peste". (Ed. Record; 1.ª edição [1947]).


Foto: Albert Camus no terraço do lado de fora de seu escritório, Paris, França, 1957. (Foto: Loomis Dean/The LIFE Picture Collection.

  • ------------------------------------------------






(...) Acredite-me, as mulheres amam o espírito antes de amar a beleza física.


— Balzac, no livro "Ilusões Perdidas". (Segunda parte: Um grande homem da província em Paris / XXXI - A sociedade". (Ed. Globo/Biblioteca Azul; 3.ª edição [2013]).


Obra de Owen Gent.

  • ------------------------------------------------






(...) A vida, meu amor, é uma grande sedução onde tudo o que existe se seduz.


— Clarice Lispector, no livro "A Paixão Segundo G.H". (Editora Rocco; 1.ª edição [1998]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------




(...) E nunca se esqueçam de que, até o dia em que Deus dignar-se a desvelar o futuro para o homem, toda a sabedoria humana estará nestas duas palavras: Esperar e ter esperança.


— Alexandre Dumas, no livro "O Conde de Monte Cristo". (Ed. Zahar; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Rousse also called Toilet", 1889 - Henri de Toulouse-Lautrec.

  • ------------------------------------------------






(...) Parece que tudo de ruim no coração do homem deveria desaparecer em contato com a natureza.


— Liev Tolstoy, no livro "Contos Completos:  A Incursão". (Editora Cosac Naify; 1.ª edição [2015]).


Foto: Leon Tolstoy, sentado ao ar livre, Yasnaya Polyana, 1908. (Foto: Culture Club/Getty Images).

  • ------------------------------------------------


(...) Ao caminhar pelas ruas, gosto de observar certos transeuntes, totalmente desconhecidos, examinar seus rostos e tentar adivinhar quem são eles, como vivem, o que fazem da vida e o que em especial lhes interessa nesse instante.


— Fiódor Dostoiévski, no livro "Diário de um escritor: Pequenos retratos". (Ed. Hedra. Trad. Mossei e Daniela Mountain; 1.ª edição [2016]).


Obra: "New York Corner (Corner Saloon)", 1913 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------






(...) A voz do intelecto é suave, mas não descansa enquanto não consegue uma audiência.


— Sigmund Freud, no livro "Obras completas, vol. XXI: O futuro de uma ilusão". (Ed. Imago; 1.ª edição [2009]).


Obra: "Contemplation", 1900 - Thomas Benjamin Kennington.

  • ------------------------------------------------



(...) Às vezes como que me espalho pela paisagem e nas coisas, e vivo em cada árvore, no sussurro das vagas, nas nuvens, nos animais que vão e vêm, e nos objetos. [...] Tudo tem sua história, que é também a minha história.


— Carl G. Jung, no livro "Memórias, Sonhos, Reflexões: A torre. (Ed. Nova Fronteira. Trad. Dora Ferreira da Silva; 9.ª edição [1963]).


Obra: "The Road in the Rye", 1866 - Ivan Shishkin.

  • ------------------------------------------------


(...) Um homem é sempre um narrador de histórias: vive cercado das suas histórias e das de outrem, vê tudo quanto lhe sucede através delas; e procura viver a sua vida como se estivesse a contá-la.


— Jean Paul-Sartre, no livro "A Náusea". (Ed. Europa-América; 1.ª edição [1976]).


Obra: "Two Men Talking", 1992 - Fernando Salas.

  • ---------------------------------------------------------------


(...) O que me torna tão agradável a companhia do meu cão, é a transparência do seu ser. - O meu cão é transparente como o vidro.


— Arthur Schopenhauer, no livro"As Dores do Mundo". (Editora Edipro, 1.ª edição | 2014).


Obra: "Fidelity", 1869 - Briton Riviere.

  • ------------------------------------------------


(...) Ainda que frequentemente eu esteja na miséria há, contudo, em mim, uma harmonia e uma música calma e pura. Na mais pobre casinha, no mais sórdido cantinho, vejo quadros e desenhos. E meu espirito vai nesta direção por um impulso irresistível. Não é tanto a língua dos pintores, mas a língua da natureza que é preciso dar ouvidos. Sentir as coisas, a realidade, é mais importante que sentir os quadros. 


— Vincent van Gogh, no livro "Cartas a Théo: Antologia". (L&PM Editores; 1.ª edição [1997]).


Obra: "Evening in the Ukraine", 1878 - Arkhip Kuindzhi.

  • ------------------------------------------------


(...) Assim, pois, eu afirmo que o Amor é dos deuses o mais antigo, o mais honrado e o mais poderoso para a aquisição da virtude e da felicidade entre os homens, tanto em sua vida como após sua morte.


— Platão, no livro "O Banquete". (I: Fedro / Editora Vozes de Bolso; 1.ª edição [2017]).


Obra: "Lamia", 1905 - John William Waterhouse.

  • ------------------------------------------------





(...) Tudo o que podia exprimir por meio de palavras dizia-o. Mas nem só as palavras contam!


— Jean-Paul Sartre, no livro "Os caminhos da liberdade: A idade da razão". (Ed. Nova Fronteira; 1.ª edição [2017]).


Obra de Joseph Lorusso.

  • ------------------------------------------------


(...) Ela compreendeu tudo. Em seus olhos brilhou uma felicidade infinita; ela compreendeu, e para ela já não havia dúvida, que ele a amava, a amava infinitamente, e que enfim chegara esse momento... Eles quiseram falar mas não conseguiram.


— Fiódor Dostoiévski, no livro "Crime e Castigo". (Epílogo | Cap. II / Editora 34 [Col. Leste]; 1.ª edição [2001]).


Obra: "To Mennesker", 1889 - Stephan Sinding.

  • ------------------------------------------------




(...) O amor cerebral certamente tem mais espírito que o amor verdadeiro, mas tem apenas instantes de entusiasmo; ele examina-se demais, julga-se a todo momento; longe de desgarrar o pensamento, é construído à força de pensamentos.


— Stendhal, no livro "O Vermelho e o Negro". (Livro II | Cap. XVIII / L&PM Editores; 1.ª edição [2013]).


Obra: "Birthday Wishes, 1880 - Raimundo de Madrazo y Garreta.

  • ------------------------------------------------






(...) Dominei duas ou três coisas em mim. Mas como estou longe dessa superioridade de que tanto necessito.


— Albert Camus, no livro "Diário de Viagem: Estados Unidos. Março a maio de 1946". (Trad. Valerie Rumjanek Chaves / Ed. Record; 1.ª edição [2013]).


Obra: "Man Smoking A Pipe", 1902 - Paul Cezanne.

  • ------------------------------------------------






(...) A maioria das pessoas vive também em sonhos, mas não nos próprios.


— Herman Hesse, no livro "Demian". (Editora Record; 33.ª edição [2002]).


Obra: "Lonely", de Anne Magill.

  • ------------------------------------------------




(...) O amor nasce, assim, do conceito e do conhecimento que temos de uma coisa, e quanto maior e magnífica se mostra a coisa, tanto maior é o amor em nós.


— Espinosa, no livro "Breve tratado de Deus, do homem e do seu bem-estar: De Deus e de quanto lhe pertence / Cap. V:  do amor". (Ed. Autêntica Editora; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Woman Reading on a Settee", 1905 - William W. Churchill.

  • ------------------------------------------------




(...) Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas. Amor-fati: seja este, doravante, o meu amor!


— Friedrich W. Nietzsche, no livro "A Gaia Ciência". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2001]).


Obra: "Nietzsche", de Maximilien Le Roy.

  • ------------------------------------------------






(...) O amor é isso: duas solidões que se protegem, se tocam e se acolhem.


— Rainer Maria Rilke, no livro "Cartas a um jovem poeta: Paris, 14 de maio de 1904". (L&PM Editores; trad. Pedro Süssekind; 1.ª edição [2009]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------






(...) Não encontrou ninguém que ele desejasse conhecer melhor ou com quem desejasse conversar mais.


— Haruki Murakami, no livro "O incolor sucuru taxai e seus anos de peregrinação". (Editora Alfaguara; 1.ª edição [2014]).


Obra: "Der Kuss", 1895 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------




"O inconcebível poder que exerce sobre mim a torna senhora absoluta de meus sentimentos."


— Choderlos de Laclos, no livro "As Relações Perigosas: carta XXXV [do visconde de valmont à presidenta de tourvel]". (Ed. Penguin & Companhia; 1.ª edição [2012]).


Obra: "A Romantic Walk", 1930 - Max Ernst Pietschmann.

  • ------------------------------------------------


(...) Escrevo à noite. Vem na aragem noturna um cheiro de estrelas. E, súbito, eu descubro que estou fazendo a vigília dos pastores. Aí está o grande mistério. A vida do homem é essa vigília e nós somos eternamente os pastores. Não importa que o mundo esteja adormecido.  O sonho faz quarto ao sono. E esse diáfano velório é toda a nossa vida. O homem vive e sobrevive porque espera o Messias. Neste momento, por toda a parte, onde quer que exista uma noite, lá estarão os pastores – na vigília docemente infinita. Uma noite, Ele virá; Com suas sandálias de silêncio entrará no quarto da nossa agonia. Entenderá nossa última lágrima de vida.


— Nelson Rodrigues, na crônica "A vigília dos pastores". In: CASTRO, Ruy. O anjo pornográfico: a vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.


Obra: "The Supper at Emmaus", 1629 - Rembrandt.

  • ------------------------------------------------






(...) Não se encontram diamantes senão nas profundezas da terra; não se encontram verdades senão no mais íntimo da alma.


— Victor Hugo, no livro "Os Miseráveis". (Primeira Parte: Fantine | Livro Sétimo: o caso Champ-Mathieu | Cap. III: a tempestade de uma consciência / Ed. Cosac & Naify/Casa da Palavra; 1.ª edição [2002]).


Obra: "Eros & Psyche", 1908 - Gustav Vigeland.

  • ------------------------------------------------


"Não se apaixone por pessoas como eu. Eu te levarei a museus, e parques, e monumentos, e te beijarei em todos os lugares bonitos, para que você nunca volte neles sem sentir meu gosto como sangue na sua boca. Eu vou te destruir das formas mais belas possíveis. E depois eu vou te deixar, e você finalmente vai entender porque tempestades recebem o nome de pessoas." 


— Caitlyn Siehl, no livro "Literary Sexts: A Collection of Short & Sexy Love Poems". (Ed. Words Dance Publishing [Inglês]; 1.ª edição [2014]).


Obra de Ron Hicks.

  • ------------------------------------------------




(...) Os diálogos mais belos e cheios de consequências que tive na vida foram anônimos.


— Carl G. Jung, no livro "Memórias, Sonhos, Reflexões: Atividade psiquiátrica". (Ed. Nova Fronteira. Trad. Dora Ferreira da Silva; 9.ª edição [1963]).


Obra: "Summer evening at the South Beach", 1893 - Peder Severin Krøyer.

  • ------------------------------------------------


(...) As melhores armas para a velhice são o conhecimento e a prática das virtudes. Cultivados em qualquer idade, eles dão frutos soberbos no término de uma existência bem vivida. Eles não somente jamais nos abandonam, mesmo no último momento da vida – o que já é muito importante –, como também a simples consciência de ter vivido sabiamente, associada à lembrança de seus próprios benefícios, é uma sensação das mais agradáveis.


— Cícero, no livro "Saber envelhecer". (Editora L± 1.ª edição [2009]).


Obra: "Old Man Walking In a Rye Field", 1905 - Laurits Andersen Ring.

  • --------------------------------------------------------------------


(...) Que o homem não pode ser feliz, a não ser que aproveite o presente, sem pensar no futuro.
 

— Liev Tolstói, no livro "Infância, Adolescência, Juventude: Adolescência". (Trad. Rubens Figueiredo. Ed. Todavia; 1.ª edição [2018]).


Obra: "Man on Varandah", 1953 - Alex Colville.

  • ------------------------------------------------


(...) Ninguém duvida da importância do vivido conscientemente. Então, por que duvidar da importância daquilo que se passa no inconsciente?


— Carl G. Jung, no livro "Sonhos: a aplicação da análise dos sonhos". (Ed. Vozes. Trad. Gentil Avelino Titton; 1.ª edição [2021]).


Obra: "A Girl Asleep", 1657 - Johannes Vermeer.

  • ------------------------------------------------


(...) Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo, não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave.


— Hermann Hesse, no livro "O Lobo da Estepe". (Editora Record; 1.ª edição [1982]).


Obra: "Philosopher with Mirror", 1600 - Jusepe de Ribera.

  • ------------------------------------------------







(...) O passado é muito real e presente, apoderando-se de todos aqueles que não podem libertar-se atráves de uma resposta satisfatória.

— Carl G. Jung, no livro "Memórias, Sonhos, Reflexões: Infância". (Ed. Nova Fronteira. Trad. Dora Ferreira da Silva; 9.ª edição [1963]).


Obra: "A lady seated before a mirror in an interior", (?) - Carl Vilhelm Holsøe.

  • ---------------------------------------------------------------




(...) Nós não experimentamos sentimentos que nos transformam, mas sentimentos que nos sugerem a ideia de transformação. Assim, o amor não nos purga do egoísmo, mas nos faz sentir e nos dá a ideia de uma pátria distante na qual esse egoísmo não encontrará mais lugar.


— Albert Camus, no livro "Cadernos II: [1937-39]: A desmedida na medida". (Editora Hedra, 1.ª edição [2014]).


Obra: "Kiss by the Window", 1892 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------





(...) Por vezes um momento de silêncio é o que existe de mais arrebatador.


— Virginia Woolf, no livro "Orlando: uma biografia". (Ed. Autêntica; 1.ª edição [2017]).


Obra: "Leave Everything In Yesterday", de Riona Buthello.

  • ------------------------------------------------


(...) Mas estamos vivendo em uma época bastante cética e, por assim dizer, atormentada: e às vezes temo que essa nova geração, por mais educada ou hipereducada que seja, possa carecer da simpatia, da hospitalidade e da gentileza que pertenceram a uma época mais antiga.


— James Joyce, no livro "Dublinenses: Os mortos". (Ed. L± 1.ª edição [2013]).


Obra: "The Lonely Ones", 1899 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------





(...) A essência da vida consiste precisamente em desejar mais vida. Viver é viver sempre mais, desejo de aumentar as nossas próprias pulsações.


— José Ortega y Gasset, no livro "Ensaios Coligidos: Para uma Psicologia do Homem Interessante". (Revista de Occidente, Julho de 1925).


Obra: "Der Abendstern", 1830 - Caspar David Friedrich.

------------------------------------------------




(...) Há momentos, e você chega a esses momentos, em que de repente o tempo para e acontece a eternidade.


— Fiódor Dostoiévski, em "Os Demônios". (Editora 34 [Coleção Leste]; 5.ª edição [2013]).


Obra: "Smoking all alone", 2021 - Nickie Zimov.

  • ------------------------------------------------


(...) Amar nos faz solitários.


— Virginia Woolf, no livro "Mrs. Dalloway". (Editora Nova Fronteira; 1.ª edição [2015]).


Obra: "Young Decadent. After the Ball", 1889 - Ramon Casas.

  • ------------------------------------------------


"Uma afeição mais terna, uma união mais forte, um único pensamento, uma mesma felicidade e as mesmas tristezas, o que haverá nisso de tão estranho a sua alma? No entanto, assim é o amor! Assim é, pelo menos, este que a senhora me inspira e que eu sinto! É ele, sobretudo, que, num cálculo desinteressado, sabe apreciar os atos por seu mérito, e não por seu valor; tesouro inesgotável das almas sensíveis, torna precioso tudo o que é feito por ele ou para ele."


— Choderlos de Laclos, no livro "As Relações Perigosas: carta LXXXIII [do visconde de valmont à presidenta de tourvel]". (Ed. Penguin & Companhia; 1.ª edição [2012]).


Obra: "The Painter's Honeymoon", 1864 - Frederic Leighton.

  • ------------------------------------------------





(...) Para o aprimoramento pessoal, é necessário antes de tudo mudar as condições em que as pessoas vivem.


— Liev Tolstoy, no livro "Contos Completos: Depois do baile". (Editora Cosac Naify; 1.ª edição [2015]).


Obra: "The Absinthe drinker" (1902) - Pablo Picasso.jpg"

  • ------------------------------------------------


(...) A vida era para mim como um cavalo, a cujos movimentos só nos unimos depois de havê-lo adestrado com perfeição.


— Marguerite Yourcenar, no livro "Memórias de Adriano". (Cap. II: Varius Multiplex multiformis / Ed. Círculo do Livro; 1.ª edição [1974]).


Obra: "Automedon with the Horses of Achilles", 1868 - Henri Regnault.

  • ------------------------------------------------


(...) É certo que sou uma floresta e uma noite de árvores escuras: mas quem não receia minha escuridão, também encontra rosas sob os meus ciprestes.


— Friedrich W. Nietzsche, no livro "Assim Falou Zaratustra: O canto da Dança". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2018]).


Obra: Nietzsche, de Michel Onfray.

  • ------------------------------------------------


(...) A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.


— Nelson Rodrigues, no livro "Flor de Obsessão". (Ed. Cia Das Letras; 1.ª edição [1997]). 


Foto: Acervo Editora Globo.

------------------------------------------------


(...) Quando vocês tiverem comovidos, não façam cerimônia: — sentem-se no meio-fio e comecem a chorar.


— Nelson Rodrigues, no livro "Somos o Brasil: Brasil, Brasil, Brasil [O Globo, 18/6/1970]". (Ed. Nova Fronteira; 1.ª edição [2013]).


Obra: "Sunday", 1926 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


(...) A vida não elege seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. Nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra nossa vida. 


— José Ortega y Gasset, no livro "A Rebelião das Massas: V. Um dado estatistíco". (Ed. Ruriak. Ink; Trad. Herrera Filho. 1.ª edição [2013]).


Obra: "Philosopher Reading", 1631 - Rembrandt.

  • ------------------------------------------------


(...) O meu estado não é o da infelicidade e tampouco o de felicidade, não é o da indiferença nem o da fraqueza, não é cansaço nem o interesse em outra coisa, mas o que é então?


— Franz Kafka, no livro "Diários [1909-1923]: 1909". (Ed. Todavia; 1.ª edição [2021]).


Obra [detalhe]: "Couple On A Jetty" (?) - Quint Buchholz.

  • ------------------------------------------------


(...) O hábito endurece: deve ser assim na maioria dos casos, mas não parece ser assim no seu caso. Parece não ter o dom do endurecimento.


— J. M. Coetzee, no livro "Desonra". (Cap. X / Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [1999]).


Obra: "After party", 2009 - Paweł Kwiatkowski.

  • ------------------------------------------------


(...) Toda vida é achar-se dentro da "circunstância" ou mundo. Mundo é o repertório de nossas possibilidades vitais. Não é, pois, algo à parte e alheio a nossa vida, mas que é sua autêntica periferia. Representa o que podemos ser; portanto, nossa potencialidade vital.

— José Ortega y Gasset, no livro "A Rebelião das Massas: IV. O crescimento da vida". (Ed. Ruriak. Ink; Trad. Herrera Filho. 1.ª edição [2013]).


Obra: "One Late Summer Evening", 2019 - Anne Magill.

  • ------------------------------------------------


(...) O crime de Narciso é preferir, no final, sua imagem a si mesmo. A impossibilidade em que se encontra de unir-se a ela só pode produzir nele o desespero. Narciso ama um objeto que ele não pode possuir. Porém, assim que começou a se debruçar para vê-lo, era a morte que ele desejava. Unir-se à própria imagem e confundir-se com ela significa morrer. Era também seu duplo que buscava nas águas moventes a filha do Reno.


— Louis Lavelle, no livro "O Erro de Narciso". (Cap. I: O erro de Narciso - 8. A complacência de Narciso / Realizações Editora; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Narcissus", 1594 - Caravaggio.

  • ------------------------------------------------


(...) O fato de que não se pode receber prazer sem dar prazer; que cada gesto, cada carícia, cada aspecto, cada parte do corpo esconde em si um segredo, cuja descoberta causará delícia a quem a fizer.


— Hermann Hesse, no livro "Sidarta". (Segunda parte: Entre os homens tolos / Ed. Record; 42.ª edição [2001]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------


(...) O amor verdadeiro é uma história diferente. Quando acontece, os indivíduos geralmente se sentem em contato com a identidade mais profunda um do outro.
 Embarcar nesse tipo de relacionamento é assustador precisamente porque sentimos que não há lugar para nos escondermos. Nós somos conhecidos. Todo o êxtase que sentimos emerge conforme esse amor nos nutre e nos desafia a crescer e a nos transformar.


— Bell Hooks, no livro "Tudo sobre o amor". (Cap. X - romance: o doce amor / Ed. Elefante; 1.ª edição [2021]).


Obra: "Playing Their Song", (?) - Joseph Lorusso.

  • ------------------------------------------------


(...) Sinto-me só e um pouco perdido, deslumbrado, por fim, e sentindo pouco a pouco renascerem minhas forças diante desse futuro desconhecido e dessa grandeza que amo.


— Albert Camus, no livro "Diário de Viagem: América do Sul. Junho a agosto de 1949". (Trad. Valerie Rumjanek Chaves / Ed. Record; 1.ª edição [2013]).


Obra: "Albert Camus no terraço do lado de fora de seu escritório, Paris, França, 1957. (Foto: Loomis Dean-The LIFE Picture Collection).

  • ------------------------------------------------


(...) Um homem precisa de toda a sua força inata para combater a fome. É realmente mais fácil enfrentar privação, a desonra e a perdição da alma... do que a fome prolongada. Triste, mas verdadeiro.


— Joseph Conrad, no livro "No Coração das Trevas". (Ed. Hedra; 1.ª edição [2008]).


Obra: "Old Beggar and Boy", 1903 - Pablo Picasso.

  • ------------------------------------------------


(...) O tempo passa e é necessário viver cada minuto do que é importante, inclusive porque o novo momento não substitui outro que passou: é apenas mais um, igualmente importante.


— João Guimarães Rosa, no livro "24 cartas de João Guimarães Rosa a Antonio Azeredo da Silveira:16.XI.62. (Organização de Flávio Azeredo da Silveira; Éditions FAdS, s/d.).


Obra de Vilhelm Hammershoi.

  • -------------------------------------------------------------------


(...) Assim, pois, eu afirmo que o Amor é dos deuses o mais antigo, o mais honrado e o mais poderoso para a aquisição da virtude e da felicidade entre os homens, tanto em sua vida como após sua morte.


— Platão, no livro "O Banquete". (I: Fedro / Editora Vozes de Bolso; 1.ª edição [2017]).


Obra: "Lamia", 1905 - John William Waterhouse.

  • ------------------------------------------------


(...) O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, a extensa experiência vital decantada gota a gota em milênios. Por isso Nietzsche define o homem superior como o ser "de memória mais desenvolvida."


— José Ortega y Gasset, no livro "A Rebelião das Massas: Prólogo para franceses". (Ed. Ruriak. Ink; Trad. Herrera Filho. 1.ª edição [2013]).


Obra: "Man Sitting on a Log", 1895 - Károly Ferenczy.

  • ------------------------------------------------


(...) Há em nós tanta coisa misteriosa, tantos sentimentos cujas origens nos escapam...

— Lima Barreto, no livro "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". (Ed. Ática; 3.ª edição [1995]).


Obra: "La Lecture dans le Jardin", 1935 - Blanche Augustine Camus.

  • ------------------------------------------------


(...) Somos feitos de tal maneira que comparamos tudo conosco, e daí segue-se que a felicidade ou a desgraça...

— Johann W. von Goethe, no livro "Os sofrimentos do Jovem Werther". (L&PM Editores; 1ª edição [2004]).


Obra: "Melancholy", 1874 - Edgar Degas.

  • ------------------------------------------------


(...) É impossível expressar a sensação vital de qualquer época da nossa existência, aquilo que confere verdade, sentido à existência. Sua essência sutil e penetrante. É impossível. Vivemos conforme sonhamos, sozinhos.


— Joseph Conrad, no livro "No Coração das Trevas". (Ed. Hedra; 1.ª edição [2008]).


Obra: "Le tub", 1886 - Edgar Degas.

  • ------------------------------------------------


(...) O povo continua a viver na miséria! Nascem os filhos e nem sequer há tempo para tratar deles, porque o trabalho urge, o trabalho, que nem nos dá o pão!


— Maxim Gorki, no livro "A Mãe". (Segunda Parte | Cap. XVII / Editora Zero Papel; 1.ª edição [2013]).


Obra: "The Gleaners", 1857 - Jean-François Millet.

  • ------------------------------------------------


(
...) No fundo, suporta-se sem grande esforço um olhar. Bastava habituar-se àquele calor peculiar que vem queimar o rosto quando se sente que alguém nos observa de modo apaixonado.


— Jean-Paul Sartre, no livro "Os caminhos da liberdade: A idade da razão". (Ed. Nova Fronteira; 1.ª edição [2017]).


Obra: "De Soldaat en het Lachende Meisje", 1657 - Johannes Vermeer.

  • ------------------------------------------------


(...) Mas nascemos, choramos por nos vermos neste grande tablado de dementes.


— William Shakespeare, no livro "O Rei Lear". (Ato IV | Cena VI / Ed. Saraiva de Bolso; 1.ª edição [2011]).


Obra: "The Young Beggar", 1645 - Bartolomé Esteban Murillo.

  • ------------------------------------------------


(...) Profundos prazeres do vinho, quem não os conhece? Quem quer que tenha tido um remorso a aplacar, uma lembrança a evocar, uma dor a esquecer...


— Charles Baudelaire, no livro "Paraísos Artificiais". (Parte III: O Vinho. (Ed. L± 2.ª edição [2011]).


Obra: "Baco", 1595 - Caravaggio.

  • ------------------------------------------------


(...) Meu caro senhor - retomou ele em tom quase solene -, pobreza não é defeito, e é uma verdade. Sei ainda mais que bebedeira não é virtude. Mas a miséria, meu caro senhor, a miséria é defeito. Na pobreza o senhor ainda preserva a nobreza dos sentimentos inatos, já na miséria ninguém o consegue, e nunca.


— Fiódor Dostoiévski, no livro "Crime e Castigo". (Primeira Parte | Cap. II / Editora 34 [Col. Leste]; 1.ª edição [2001]).


Obra: The Blind Man's Meal", 1903 - Pablo Picasso.

  • ------------------------------------------------



"Quanto a mim, confesso, uma das coisas que mais me lisonjeiam é uma investida intensa e bem conduzida, onde tudo se sucede ordenadamente, embora de forma rápida." 

— Choderlos de Laclos, no livro "As Relações Perigosas: carta X". (Ed. Penguin & Companhia; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Desire II", (#) - Joseph Lorusso.

  • ------------------------------------------------


(...) Esses corações puros guardam tesouros inteiros de simpatia, consolo e esperança, e muitas vezes também são dilacerados, porque um coração que ama muito se entristece muito.
 

— Fiódor Dostoiévski, no livro "Um pequeno herói". (Editora 34. Trad. Fátima Bianchi; 1.ª edição [2015]).


Obra de Malcolm T. Liepke.

  • ------------------------------------------------


(...) Há um prazer nas florestas desconhecidas;

Um entusiasmo na costa solitária;

Uma sociedade onde ninguém penetra;

Pelo mar profundo e música em seu rugir;

Amo não menos o homem, mas mais a natureza.

— Lord Byron, no livro "A Peregrinação de Childe Harold". (Canto CLXXVIII / Editora BiblioBazaar [inglesa]; 1.ª edição [2006]).


Obra: "Evening", 1821 - Caspar David Friedrich.

  • ------------------------------------------------





(...) Eu me sentia satisfeito, encontrara o mundo em que desejava viver, tocava no absoluto. 

— Jean-Paul Sartre, em "As Palavras". (Cap. I [Ler] / Editora Nova Fronteira; 2.ª edição [2005]).


Obra: "Sunny Morning", 1905 - Károly Ferenczy.

  • ------------------------------------------------


"Antes de entregar meu corpo, preciso entregar meus pensamentos, minha mente, meus sonhos. E você não queria saber nada disso..." 

— Sylvia Plath, no livro "Diários: julho de 1950/53". (Ed. Biblioteca Azul; 2.ª edição [2017]).


Foto: Sylvia Plath, fotografada por Gordon Lameyer, verão de 1954. (Foto: The Lilly Library/Indiana University)

  • ------------------------------------------------


(…) Quanto a mim, o que me mantém vivo é o risco iminente da paixão e seus coadjuvantes, amor, ódio, gozo, misericórdia." 

— Rubem Fonseca. Pierrô da Caverna. In: O cobrador / Rubem Fonseca. — 4. ed. — Rio de Janeiro: Agir, 2010.


Obra [detalhe]: "The Kiss", 1897 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------


(...) As lágrimas do mundo são em quantidade constante. Para cada um que irrompe em choro, em outra parte alguém para. Com o riso é a mesma coisa. Não falemos mal, então, dos nossos dias, não são melhores nem piores do que os que vieram antes. Não falemos bem, tampouco.


— Samuel Beckett, no livro "Esperando Godot". (Ed. Cosac & Naify; 2.ª edição [2005]).


Obra: "Desilusão", 1851 - Edouard Jean Conrad Hamman.

  • ------------------------------------------------





(...) Eles são dois por engano. A noite corrige.


— Eduardo Galeano, no livro Memória do Fogo II. (L&PM Editores; 1.ª edição [2010]).


Obra: "Lovers Nude", 1911 - Egon Schiele.

  • ------------------------------------------------


"Eu nunca senti essa necessidade insuportável da presença de alguém, essa necessidade a cada minuto. Seu corpo contra mim, seus braços em volta de mim, seu cheiro, seu olhar, seu sorriso, seu rosto - seu lindo rosto, querida que eu possa descrever, detalhe por detalhe."


— Albert Camus em carta a Maria Casarès, 30 jun. 1949, no livro "Correspondance: 1944–1959". Paris: Gallimard, 2017.


Obra: "Kiss by the Window", 1892 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------


(...) Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos.

— Clarice Lispector, no livro "Para não esquecer: Mineirinho". (Editora Rocco; 1.ª edição [1999]).


Foto: Clarice Lispector no início dos anos 1940, quando cursava Direito na Universidade do Brasil, atual UFRJ. Foto: Acervo IMS.

  • ------------------------------------------------


(...) No dia a dia, homens e mulheres são relativamente silenciosos quanto ao tema [do amor]. Nosso silêncio nos protege da incerteza. Queremos conhecer o amor. E temos medo de que o desejo de saber muito sobre ele nos aproxime cada vez mais do abismo do desamor.


— Bell Hooks, no livro "Tudo sobre o amor". (Introdução / Ed. Elefante; 1.ª edição [2021]).


Obra: "Face Mask with Prayer", de Danielle J. Mckinney.

  • ------------------------------------------------


(...) Conhecemos o tempo, podemos entender um tempo determinado. Mas não saberemos jamais o que é o Tempo. Nossos sentidos simplesmente não foram feitos para perceber sua natureza.


— Vladmir Nabokov, no livro "Ada ou Ardor". (Parte IV | Cap. I / Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [2005]).


Obra: "Claude Monet (Le Liseur)", 1872 - Pierre-Auguste Renoir.

  • ------------------------------------------------


"Nós chegamos a um ponto em que nada pode nos separar, onde finalmente concordamos um com o outro. Eu sempre quis estar entregue a você, totalmente. Hoje você é o único ser a quem eu posso, e quero, abrir todo o meu coração."


— Albert Camus em carta a Maria Casarès, 29 dez. 1948, no livro "Correspondance: 1944–1959". Paris: Gallimard, 2017.


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------


(...) Quantas pessoas existiam cujos rostos eram capazes de captar e devolver a expressão de outra, seus pensamentos e receios mais íntimos?


— Ray Bradbury, no livro "Fahrenheit 451". (Editora Biblioteca Azul; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Together", 2019 - Malcolm Liepke.

  • ------------------------------------------------


(...) Não há ponta mais acerada que a do infinito. Grande delícia, mergulhar os olhos na imensidão do céu e do mar! Solidão, silêncio incomparável...


— "Confissão de Artista" (III), de Charles Baudelaire, no livro "Pequenos Poemas em Prosa [O Spleen de Paris]". (Editora Hedra; 1.ª edição [2007]).


Obra: "Alexander Pushkin at the Seashore", 1896 - Leonid Osipovic Pasternak.

  • ------------------------------------------------


(...) As grandes alegrias são silenciosas.


— Giuseppe Tomasi di Lampedusa, no livro "O Leopardo". (Capítulo III / Ed. Abril Cultural; 1.ª edição [1974]).


Obra: "Café de Paris",1890 - Ramon Casas.

  • ------------------------------------------------


(...) Não há remédio certo para as dores da alma.

— Machado de Assis, no livro "O Alienista". (Cap. III / Ed. Penguin & Cia das Letras; 1.ª edição [2014]).


Obra: "New York Movie", 1939 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


(...) Porque sendo um incurável romântico, noivava frequentemente, vítima de paixões fulminantes. Cada noivado era devidamente comemorado, com alegria ao iniciar-se, com tristeza e filosofia ao encerrar-se, pouco tempo depois. 

— Jorge Amado, no livro "A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água". (Cap. VIII / Ed. Record; 66.ª edição [1994]).


Obra: "Separation", 1896 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------





(...) Há momentos em que a nossa consciência sofre muito mais do que em anos inteiros.

— Fiódor Dostoiévski, no livro "Niétotchka Niezvânova". (Cap. III / Editora 34; 5.ª edição [2009]).


Obra: "Study of an Old Man in Profile", 1630 - Rembrandt.

  • ------------------------------------------------


(...) De nada serve ponderar e ficar se preocupando, as pessoas não agem do mesmo modo que pensam, mas dão cada passo sem refletir, obedecendo ao que manda o coração. 

— Hermann Hesse, no livro "Knulp". (Cap. II: Minhas memórias de Knulp / Ed. Todavia; 1.ª edição [2020]).


Obra de Marcelo Tolentino.

  • ------------------------------------------------


(...) A dureza altiva da fronte ampla e do nariz, o ardor da boca, a ousadia dos olhos; era bela, de uma beleza tão áspera e solitária que espantava.

— Simone de Beauvoir, no livro "Todos os homens são mortais". (Prólogo / Ed. Círculo do Livro; 1.ª edição [1995]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------


(...) Estou esperando por você a partir de agora e estarei esperando por você também enquanto a vida e o amor tiverem significado para você e para mim. 

— Albert Camus em carta a Maria Casarès, 21 jul. 1944, no livro "Correspondence: 1944–1959". Paris: Gallimard, 2017. 

Obra: "The Conversation", de Malcolm T Liepke.

  • ------------------------------------------------


(...) A existência não é qualquer coisa que se deixe conceber de longe: é preciso que o sentimento dela nos invada repentinamente, se detenha em cima de nós, nos ponha um peso intenso no coração, como um grande animal imóvel - porque, a não ser assim, nunca se saberá o que ela é.


— Jean Paul-Sartre, no livro "A Náusea". (Ed. Europa-América; 1.ª edição [1976]).


Obra: "Ocean Limited", 1962 - Alex Colville.

  • ------------------------------------------------


(...) Como a alegria e a felicidade tornam bela as pessoas! Como o amor enche o coração! Quando nos sentimos felizes parece-nos que o coração nos vai transbordar para o coração do ente amado. Queremos que todos se alegrem, que todos se riam.

— Fiódor Dostoiévski, no livro "Noites Brancas". (Editora 34; 3.ª edição [2009]).


Obra: Untitled, (?) - Anne Magill.

  • ------------------------------------------------


(...) Não sei que nome você daria a isso. Bem, não importa muita coisa, chame do que quiser. Eu chamo de amor.


— Marçal Aquino, no livro "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2005]).


Obra de Malcolm Liepke.

  • ------------------------------------------------


(...) A honestidade consigo mesmo é um hábito de autoconsciência que deve ser praticado diariamente.


— Louis Lavelle, no livro "O Erro de Narciso". (Realizações Editora; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Rua Parisiense, Dia Chuvoso", 1877 - Gustave Caillebotte.

  • ------------------------------------------------


(...) Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria ao homem tal qual é, infinito.

— William Blake, no livro "Matrimônio do Céu e do Inferno". (Ed. Madras; 1.ª edição [2004]).


Obra: "New Crowd", 1991 - Misha Gordin.

  • ------------------------------------------------


(...) Apesar de tudo, continuamos amando; e esse "apesar de tudo" cobre um infinito.


— Emil Cioran, no livro "Silogismos da Amargura". (Editora Rocco; 1.ª edição [2011]).


Obra: "O Beijo", 1859 - Francesco Hayez.

  • ------------------------------------------------


(...) A vida é assim. Tu o sabe como eu o sei. O que é o homem? É a escuma que ferve hoje na torrente e amanhã desmaia: alguma coisa de louco e movediço como a vaga, de fatal como o sepulcro! O que e a existência? Na mocidade e o caleidoscópio das ilusões: vive-se então da seiva do futuro. Depois envelhecemos quando chegamos aos trinta anos e o suor das agonies nos grisalhou os cabelos antes do tempo, e murcharam como nossas faces as nossas esperanças, oscilamos entre o passado visionário, e este amanha do velho, gelado e ermo—despido como um cadáver que se banha antes de dar a sepultura!


— Álvares de Azevedo, no livro "Noite na Taverna". (Ed. Francisco Alves; 3.ª edição [1988]).


Obra: "Night in Saint-Cloud", 1893 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------


(...) Só ele sabia, naquele tempo, que o seu aturdido coração estava condenado para sempre à incerteza.

— Gabriel García Márquez, no livro "Cem Anos de Solidão". (Editora Record; 28.ª edição [1985]).


Obra de Sasha Hartslief.

  • ------------------------------------------------


(...) Que é otimismo? - Indagou Cacambo. - É a mania de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal - suspirou, Cândido.

— Voltaire, no livro "Cândido ou O Otimismo". (L&PM Editores; 1.ª edição [1998]).


Obra: "Les Buveurs ou le Travail du Lundi", 1884 - Emile Friant.

  • ------------------------------------------------


 (...) Tens um medo tão grande de te iludir a ti próprio que recusarias a mais bela aventura do mundo para não te arriscares a uma mentira... 

— Jean-Paul Sartre, no livro "Os caminhos da liberdade: A idade da razão". (Ed. Nova Fronteira; 1.ª edição [2017]).


Obra: "Sunday", 1926 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


(...) Este mundo é uma choldra. Se não fosse por alguma hora que se passa em amizade, caramba, não valia a pena andar por cá!


— Eça de Queiroz, no livro "O Crime do Padre Amaro". (Ed. Vozes [Edição de Bolso]; 1.ª edição [2019]).


Obra: "The Drinkers", 1890 - Vincent van Gogh.

  • ------------------------------------------------


(...) Também sei o quanto é importante na vida não necessariamente ser forte, mas se sentir forte.


— Jon Krakauer, no livro "Na Natureza Selvagem". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [1998]).


Obra: "The Dreamer", 1840 - Caspar David Friedrich.

  • ------------------------------------------------


(...) Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.


— Bernardo Soares, no livro "Livro do Desassossego". (Vol. I / Editora Brasiliense; 1.ª edição [1989]).


Obra: "The Musicians", 1595 - Caravaggio.

  • ------------------------------------------------




(...) Uma das infelicidades a que estão sujeitas as grandes inteligências é a de compreender forçosamente todas as coisas, tanto os vícios como as virtudes.


— Balzac, no livro "Ilusões Perdidas (a comédia humana - v. 7)". (Primeira Parte - Os dois poetas / I - Uma tipografia de província". (Ed. Globo/Biblioteca Azul; 3.ª edição [2013]).


Obra de Moisés O. [@artistmoises].

  • ------------------------------------------------


(...) Reparem como o brasileiro se espanta cada vez menos. Somos, hoje, um povo de pouquíssimos espantos. 

— Nelson Rodrigues, no livro "O Óbvio Ululante: Hamlet nos bate a carteira [2/2/1968]". (Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [1995]).


Foto: Nelson Rodrigues, 1949. [Foto:  Carlos Moskovics].

  • ------------------------------------------------


(...) Quero sentir novamente aquele deslumbramento calmo, aquela sensação poderosa e inexplicável que me envolvia quando me voltava para os livros. O vento dos desejos que então se desprendia das capas coloridas dos livros deve se apossar de mim novamente, para derreter o pesado bloco morto de chumbo que se encontra em algum lugar dentro de mim, e despertar de novo a impaciência do futuro, a alegria alada do mundo dos pensamentos; deve devolver-me a perdida disposição de minha juventude. Aqui estou, e espero.


— Erich Maria Remarque, no livro "Nada de Novo no Front". (Cap. II / L&PM Editores; 1.ª edição [2004]).  


Obra: "Sleeping man with a Book", 1900 - Yehuda Pen.

  • ------------------------------------------------


(...) O esquecimento é o espetáculo de uma só noite; assistimos à representação uma única vez, não haverá outra exibição. 


— Vladmir Nabokov, no livro "Ada ou Ardor". (Cap. XLII / Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [2005]).


Obra: "Sleeping woman with a cat", 1896 - Władysław Ślewiński.

  • ------------------------------------------------


(...) A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens [...] se te é impossível viver só, nasceste escravo. 

— Bernardo Soares, no livro "Livro do Desassossego". (Vol. II / Editora Brasiliense; 1.ª edição [1989]).


Obra: "Room in Brooklyn", 1932 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


(...) Os dias de hoje são a época da mediocridade e da insensibilidade, da paixão pela ignorância, pela preguiça, pela incapacidade de agir e pela necessidade do tudo pronto. Ninguém faz uma reflexão; seria raro alguém capaz de suportar uma ideia.


— Fiódor Dostoiévski, no livro "O Adolescente". (Primeira Parte; Cap. IV / Editora 34 [Coleção Leste]; 1.ª edição [2015]).


Obra: "Retrato de Fiódor Dostoiévski", 1872 - Vassilij Grigorovič Perov.(...) Os dias de hoje são a época da mediocridade e da insensibilidade, da paixão pela ignorância, pela preguiça, pela incapacidade de agir e pela necessidade do tudo pronto. Ninguém faz uma reflexão; seria raro alguém capaz de suportar uma ideia.


— Fiódor Dostoiévski, no livro "O Adolescente". (Primeira Parte; Cap. IV / Editora 34 [Coleção Leste]; 1.ª edição [2015]).


Obra: "Retrato de Fiódor Dostoiévski", 1872 - Vassilij Grigorovič Perov.

  • ------------------------------------------------



(...) Para que haja arte, para que haja alguma ação e contemplação estéticas, torna-se indispensável uma condição fisiológica prévia: a embriaguez. 

— Friedrich W. Nietzsche, no livro "Crepúsculo dos Ídolos". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2006]).


Obra: "Baco", 1595 - Caravaggio.

  • ------------------------------------------------




(...) Pare de aspirar a ser outra coisa além do melhor de você mesmo. Porque isso está sob seu controle.

 — Epicteto, no livro "A arte de viver: o manual clássico da Virtude, Felicidade e Sabedoria". (Ed. Sextante; 1.ª edição [2018]).


Obra: "Philosopher in Meditation", 1632 - Rembrandt.

  • ------------------------------------------------


(...) No que diz respeito a mim, continuava a servir-me das artes e da poesia para expressão de meus sentimentos e inquietações. 

— Johann W. Goethe, no livro "De minha vida: Poesia e Verdade". (Terceira parte / Ed. Unesp; 1.ª edição [2017]).


Obra: "Girl in an Interior", (?) - Carl Vilhelm Holsøe.

  • ------------------------------------------------





(...) Qualquer devoção é linda.  


— Nelson Rodrigues, no livro "A Menina Sem Estrela". (Cap. LXIII / Editora Cia das Letras; 1.ª edição [1993]).


Obra: "The Proposal", 1872 - William-Adolphe Bouguereau.

  • ------------------------------------------------


(...) Voam-me desejos por toda a parte, e caem, e voam outros, tornam a cair, sem força para transpor não sei que barreiras. Ânsias que me devoram facilmente se exaurem em caminhadas curtas por esta campina rasa que é a minha vida. 


— Graciliano Ramos, no livro "Caetés". (Ed. Record; 15.ª edição [1979]).


Obra: "Portrait of Eva", de Peggy Kuiper.

  • ------------------------------------------------


(...) Mas as almas ciumentas... nunca são ciumentas porque há uma causa, mas sim porque são ciumentas. Este é um monstro gerado em si mesmo e de si mesmo nascido. 

— William Shakespeare, no livro "Otelo". (Ed. L&PM [pocket]; 1.ª edição [2001]).


Obra: "Despair", 1894 - Edvard Munch.

  • ------------------------------------------------


(...) O passado acabou e não interessa, o futuro é insignificante, e esta noite maravilhosa, única na vida, logo vai terminar, vai se fundir com a eternidade. 

— Anton Tchékhov, no livro "A dama do cachorrinho e outras histórias: A irrequieta". (L&PM Editores; 1ª edição [2009]).


Obra: "Moonlight Night. Meditation", 1876 - Arkhip Kuindzhi.

  • ------------------------------------------------




(...) Tal é o efeito da graça perfeita, quando é natural ao caráter e sobretudo quando a pessoa que ela ornamenta não imagina possuí-la... 

— Stendhal, no livro "O Vermelho e o Negro". (Livro I | Cap. VI / L&PM Editores; 1.ª edição [2013]).


Obra de Joseph Lorusso.

  • ------------------------------------------------


(...) Nós, as criaturas humanas, vivemos muito - ou deixamos de viver - em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos. 

— Lygia Fagundes Telles, no livro "As Meninas". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2009]).


Obra: "New York Movie", 1939 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------






(...) Há delicadas voluptuosidades que não podem ser saboreadas senão entre duas criaturas. 

— Balzac, no livro "Ilusões Perdidas (a comédia humana - v. 7)". (Primeira Parte: Os dois poetas / Cap. II - A Sra. de Bargeton". (Ed. Globo/Biblioteca Azul; 3.ª edição [2013]).


Obra de Malcolm Liepke.

  • ------------------------------------------------


(...) As paixões cozinham e recozinham na solidão. É encerrado em sua solidão que o ser de paixão prepara suas explosões ou seus feitos. 

— Gaston Bachelard, no livro "A Poética do Espaço: A casa. Do porão ao sótão. O sentido da cabana". Martins Fontes, 1998.


Obra: "Reclining Nude" (?) - Jeremy Lipking.

  • ------------------------------------------------



(...) E nunca se esqueçam de que, até o dia em que Deus dignar-se a desvelar o futuro para o homem, toda a sabedoria humana estará nestas duas palavras: Esperar e ter esperança. 

— Alexandre Dumas, no livro "O Conde de Monte Cristo". (Ed. Zahar; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Rousse also called Toilet", 1889 - Henri de Toulouse-Lautrec.

  • ------------------------------------------------





(...) Se você me vê em algum dos seus pensamentos, abrace-me que eu sinto sua falta.

 — Julio Cortázar, no livro "O Jogo da Amarelinha". (Ed. Civilização Brasileira; 7.ª edição [2002]).


Obra: "Bedside", 2016 - Malcolm T. Liepke.

  • ------------------------------------------------




(...) Há em nós tanta coisa misteriosa, tantos sentimentos cujas origens nos escapam...

 — Lima Barreto, no livro "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". (Ed. Ática; 3.ª edição [1995]).


Obra: "La Lecture dans le Jardin", 1935 - Blanche Augustine Camus.

  • ------------------------------------------------


[...] Galgai-me com vossos amores!

Doravante não sou mais dono de meu coração!

Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe!

O coração tem domicílio no peito. 

Comigo a anatomia ficou louca.

Sou todo coração - em todas as partes palpita.

— "Adultos (1922)", de Vladímir Maiakóvski, no livro "Antologia Poética". (Editora Max Limonad; 4.ª edição [1984]).


Obra: "Man with hand in heart", 1632 - Frans Hals.

  • ------------------------------------------------






(...) O terrível da vida é que as coisas acabam. 

— Lygia Fagundes Telles, no livro "As Meninas". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2009]).


Obra de Sasha Hartslief.

  • ------------------------------------------------


(...) Eu estava como que num sonho feliz, quando tudo o que sucede parece que já existiu antes, como se nós o conhecêssemos desde muito tempo e soubéssemos também o que o futuro nos reservava. 

— Liev Tolstoy, no livro "A Felicidade Conjugal". (Primeira Parte | Cap. IV / Editora 34; 2.ª edição [2010]).


Obra: "Nighthawks", 1942 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


(...) Era uma noite maravilhosa, uma noite tal como só é possível quando somos jovens, caro leitor. O céu estava tão estrelado, um céu tão luminoso, que ao olhá-lo seríamos obrigados a nos perguntar infalivelmente: como pode viver sob um céu assim toda sorte de gente irritadiça e caprichosa?

— Fiódor Dostoiévski, no livro "Noites Brancas". (Editora 34; 3.ª edição [2009]).


Obra: "Roundhay Lake", 1877 - John Atkinson Grimshaw.

  • ------------------------------------------------


(...) Tenho um apreço tremendo pelas minhas ideias e pelo meu trabalho, mas, na realidade, pense no seguinte: todo este nosso mundo não passa de um pequeno bolor que cresceu na crosta do planeta. E pensamos que pode haver em nós algo grandioso, ideias, obras! Tudo isso são grãos de areia. 

— Liev Tolstói, no livro "Anna Kariênina". (Parte IV | Cap. VII / Ed. Cosac Naify; 1.ª edição [2013]).

  • ------------------------------------------------


(...) Ele não gostava de fazer planos ou promessas a longo prazo. Quando não tinha os dias seguintes inteiramente ao seu dispor, não se sentia bem. 

— Hermann Hesse, no livro "Knulp". (Cap. I: início da Primavera / Ed. Todavia; 1.ª edição [2020]).


Obra: "Smoker", 1851 - Jean Louis Ernest Meissonier.

  • ------------------------------------------------


(...) Como a alegria e a felicidade tornam bela as pessoas! Como o amor enche o coração! Quando nos sentimos felizes parece-nos que o coração nos vai transbordar para o coração do ente amado. Queremos que todos se alegrem, que todos se riam. 

— Fiódor Dostoiévski, no livro "Noites Brancas". (Editora 34; 3.ª edição [2009]).


Obra: Untitled, (?) - Anne Magill.

  • ------------------------------------------------





(...) O ser humano, em essência, precisa de muito pouco. 


— Mikhail Bulgákov, no livro “Anotações de um jovem médico: A toalha com um galo”. (Ed. 34; 1. edição [2020]).


Obra: "Nhá Chica", 1895 - Almeida Júnior.









  • ------------------------------------------------


(...) Vai me esquecer, mas se depois de um ano... um entardecer chuvoso fizeram-na lembrar de mim. Vou pensar sempre em você para que minha alma lhe esteja sem cessar aberta caso deseje entrar. 

— Marcel Proust, no livro "O fim do ciúme e outros contos: A morte de Baldassare Silvande". (Ed. Hedra; 1.ª edição [2008]).


Obra: "Clamdigger", 1935 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------






(...) Não era preciso atrair o desejo. Ele estava em quem o despertava ou não existia. 

— Marguerite Duras, no livro "O Amante". (Ed. Cosac Naify. Trad. Denise Bottmann; 1.ª edição [2007]).

  • ------------------------------------------------


(...) Pois agora não precisava pensar em ninguém. Podia ser ela mesma, ela só. E era disso que agora, frequentemente, sentia necessidade - de pensar; bom, nem mesmo pensar. Ficar calada; ficar só. 

— Virginia Woolf, no livro "Ao Farol". (Editora Autêntica; 1.ª edição [2013]).


Obra: "New Model", 1993 - Nigel van Wieck.

  • ------------------------------------------------



(...) Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas. Amor-fati: seja este, doravante, o meu amor! 

— Friedrich W. Nietzsche, no livro "A Gaia Ciência". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2001]).


Obra: "Nietzsche", de Maximilien Le Roy.

  • ------------------------------------------------


(...) Afinal de contas, pensei, amar é melhor e mais belo que ser amado, pois faz uma parte da vida valer tanto a pena que não nos opomos a morrer por ela. Esqueço de minha própria vida no amor por uma outra vida. 

— Jack London, no livro "O Lobo do Mar". (Ed. Zahar; 1.ª edição [2013]).


Obra: "Black Scarf", 2022 - Malcolm Liepke.

  • ------------------------------------------------


(...) Ainda sou muito jovem, me falta alguma coisa, quero alguma coisa... É um sentimento de satisfação ingênua e de tristeza. Tudo à minha volta é tão belo e essa beleza me afeta com tanta força. 

— Liev Tolstoy, no livro "Contos Completos: A nevasca". (Editora Cosac Naify; 1.ª edição [2015]).


Obra: "Selbstbefriedigung", 1911 - Egon Schiele.

  • ------------------------------------------------



(...) Concluí que todas as gerações eram perdidas por alguma coisa, sempre tinham sido e sempre haveriam de ser. 

— Ernest Hemingway, no livro "Paris é Uma Festa". (Bertrand Brasil; 7.ª edição [2007]).


Obra: "Flâneur", (?) - Holly Warburton.

  • ------------------------------------------------





(...) Podemos entender-nos uns aos outros, mas somente a si mesmo pode cada um interpretar-se.

 — Herman Hesse, no livro "Demian". (Editora Record; 33.ª edição [2002]).


Obra: "Bebedora de Absinto", 1901 - Pablo Picasso.

  • ------------------------------------------------




"Eu sei que em tudo há uma parte de solidão que ninguém pode alcançar. Essa é a parte que mais respeito e, quando se trata de ti, nunca tentei tocá-la ou anexá-la." 

— Albert Camus em carta a Maria Casarès (1944), no livro "Correspondence [1944–1959]". Paris: Gallimard, 2017. 


Foto: Maria Casarès e Albert Camus, no Teatro Marigny, em 1948. (Foto: René Saint Paul/Rue des Archives)

  • ------------------------------------------------


(...) Ah! Se fosse possível trabalhar em plena natureza, com a janela aberta diante de uma bela paisagem, em posição de se espairecer por alguns instantes, tão logo apareça o cansaço... 

— A.D. Sertillanges, no livro "A vida intelectual". (Cap. VIII: O Trabalho Criador / Ed. É Realizações; 1.ª edição [2010]).


Obra: "Læsende pige ved vinduet", 1909 - Carl Holsøe.

  • ------------------------------------------------





(...) A chave é a verdade, só peço a verdade e dou verdade em troca. É um preço alto? Pelo visto, altíssimo. 

— Lygia Fagundes Telles, no livro "As Meninas". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2009]).


Obra de Marcelo Tolentino.

  • ------------------------------------------------





[...] Há tempos tudo se foi no escuro,

Porque – tudo é igual: 

Quer eu

Saiba ou não saiba.

Porque só há tédio em toda parte.

Porque a fábula é de esmeralda,

Onde –

Tudo é outro.

Porque há esta avidez dos borrifos

Do prazer;

Porque a difícil

Existência

Para todos –

– Tem um só desenlace.

Porque –

– Em suma,-

– Para que

Este inferno?

Porque –

– Para todos

Há um só fim.

E me rompe este riso.

Do

Destino

De todos –

– E –

– De

Mim.


—"Canção para Guitarra" (1922), de Andréi Biéli, no livro "Poesia Russa Moderna", de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman. (Editora Perspectiva, 6.ª edição | 2001).


Obra "Man Seated on a Bed", 1905 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------





(...) A virtude nunca está sozinha. Está destinada a ter vizinhos. 

— Confúcio, no livro "Os Analectos". (Livro IV / Trad. Caroline Chang e D. C. LauEd. L± 1.ª edição [2012]).


Obra: "Autoportrait", 1885 - Emile Friant.

  • ------------------------------------------------


(...) Eis o que me dói ainda hoje: nós olhamos pouco para os seres amados. Tão fácil olhar e repito: olhamos tão pouco. 

— Nelson Rodrigues, no livro "O Óbvio Ululante: O Brasil Karamazov [14/2/1968]". (Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [1995]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------


(...) Ao caminhar pelas ruas, gosto de observar certos transeuntes, totalmente desconhecidos, examinar seus rostos e tentar adivinhar quem são eles, como vivem, o que fazem da vida e o que em especial lhes interessa nesse instante. 


— Fiódor Dostoiévski, no livro "Diário de um escritor: Pequenos retratos". (Ed. Hedra. Trad. Mossei e Daniela Mountain; 1.ª edição [2016]).


Obra: "New York Corner (Corner Saloon)", 1913 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


 
(...) Há dentro de nós um poço. No fundo dele é que estamos, porque está o que é mais nós, o que nos individualiza, a fonte do que nos enriquece no em que somos humanos. 
E a vida exterior, o assalto do que nos rodeia, o que visa é esse íntimo de nós para o ocupar, o preencher, o esvaziar do que nos pertence e nos faz ser homens. Jamais como hoje esse assalto foi tão violento, jamais como hoje fomos invadidos do que não é nós. É lá nesse fundo que se gera a espiritualidade, a gravidade do sermos, o encantamento da arte. E a nossa luta é terrível, para nos defendermos no último recesso da nossa intimidade. Porque tudo nos expulsa de lá Quando essa intimidade for preenchida pelo exterior, quando a materialidade se nos for depositando dentro, o homem definitivamente terá em nós morrido.

— Vergílio Ferreira, no livro "Conta-Corrente I". (Ed. Bertrand; 1.ª edição [1986]).


Obra: "Bohemian (Miquel Utrillo)", 1890 - Santi

  • ------------------------------------------------


(...) O meu estado não é o da infelicidade e tampouco o de felicidade, não é o da indiferença nem o da fraqueza, não é cansaço nem o interesse em outra coisa, mas o que é então? 

— Franz Kafka, no livro "Diários [1909-1923]: 1909". (Ed. Todavia; 1.ª edição [2021]).


Obra [detalhe]: "Couple On A Jetty" (?) - Quint Buchholz.

  • ------------------------------------------------



[...] Alguma vez

alguma vez talvez

vou-me sem ficar

vou-me como quem se vai 

— Alejanadra Pizarnik, no livro "Árvore de Diana". (Edições Ellenismos / Trad. Nina Rizzi; 1.ª edição [2017]).


Obra: "Bóreas", 1903 - John William Waterhouse.

  • ------------------------------------------------


(...) Éramos amigos e agora somos estranhos um ao outro. Mas não importa que assim o seja: não procuremos escondê-lo, ou calá-lo, como se isso nos desse razão para nos envergonhar. Somos dois navios, cada um dos quais, com o seu objetivo e, a sua rota particular.

— Friedrich W. Nietzsche, no livro "Fragmentos Póstumos". (Ed. Forense Universitária; 1.ª edição [2014]).


Obra: "Alexander Pushkin at the Seashore", 1896 - Leonid Osipovic Pasternak.

  • ------------------------------------------------


(...) O mundo físico se reflete no mais profundo de nós, em toda sua verdade viva. Tudo o que dá a uma paisagem seu caráter individual – o contorno das montanhas que delimitam o horizonte, os planos de fundo vaporosos, a escuridão das florestas de pinho, a torrente que escapa do meio dos bosques e cai com estrondo entre as rochas suspensas – esteve desde sempre numa relação misteriosa com a vida interna do homem.

— Alexander von Humboldt, no livro "Tableux de la nature". Livro II: Caractes de l’Orinoque, cap. 1, p. 258-259. Tradução de Ch. Galuski, Paris, 1868.


Obra: "A Winter Traveller", 1895 - Charles Spencelayh.

  • ------------------------------------------------


[...] É o que eu digo: o futuro é um sério caso

Então, vinho – por Deus – um copo, um vaso!

— Lord Byron, no livro "Don Juan". in: AGUSTINI, Lucas de Lacerda Zaparolli de. Don Juan de Lord Byron. Orient. John Milton. São Paulo, 2016. 


Obra: "Boy Drinking", 1582 - Annibale Carracci.

  • ------------------------------------------------


(...) Quando nos deixamos corromper por ausências que denominamos recordações é preciso remendar com palavras e imagens tanto vazio insaciável. 

— Julio Cortázar, no livro "Todos os Contos: Fim do jogo - III. Relato com um fundo de água / Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [2021]).


Obra: "Moça com Livro", 1850 - Almeida Júnior.

  • ------------------------------------------------


(...) Defenda sua solidão com uma aspereza que não respeita mais nada. Se os senhores têm deveres, deem-lhes no devido tempo o que lhes cabe; se têm amigos, combinem encontros oportunos; se pessoas inconvenientes quiserem se impor, fechem-lhes cortesmente sua porta. 

— A.D. Sertillanges, no livro "A vida intelectual". (Cap. IV: O tempo do trabalho / Ed. É Realizações; 1.ª edição [2010]).


Obra: "A Monk Reading", 1661 - Rembrandt.

  • ------------------------------------------------


(...) Eu lhe asseguro que às vezes sinto muito tédio entre as pessoas; [...] Hoje pouco frequento os lugares, e não só por preguiça. É constante eu sentir vontade de ir embora para o campo. Lá eu leria meus livros preferidos, que há muito tempo larguei e não encontro meios de os ler. 

— Fiódor Dostoiévski, no livro "O Adolescente". (Segunda Parte | Cap. III / Editora 34 [Coleção Leste]; 1.ª edição [2015]).


Obra: "In the Library", 1928 - Józef Rapacki.

  • ------------------------------------------------


(...) Há um dia, é um daqueles dias perfeitos que você tenta descrever... mas nunca consegue. Tem algo de cheiro de roupa lavada; de grama secando depois da chuva; tem algo do brilho quadriculado da luz do sol no pasto; do gosto fresco das folhas de hortelã na língua; da claridade afiada das tulipas num jardim; das sombras verdes, quase ficando amarelas, quase ficando azuis... do deslumbramento, do toque morno do sol na pele... das flechas ofuscantes de luz refletidas no azul vítreo e profundo da água... da euforia... das bolhas subindo, estourando... do deslizar... do canto líquido da água atravessada pelo barco... dos ciscos inconstantes de cores dançantes: tudo isso à disposição para amar, para admirar.

— Sylvia Plath, no livro "Johnny Panic e a bíblia de sonhos: Um dia de junho". (Ed. Biblioteca Azul; 1.ª edição [2020]).


Obra de Riona Buthello

  • ------------------------------------------------


(...) Dizem por aí, mas não tenho certeza, que meu sorriso fica mais feliz quando te vejo, dizem também que meus olhos brilham, dizem também que é amor, mas isso sim é certeza. 

— Machado De Assis, no livro “Dom Casmurro”. (Ed. Nova Fronteira; 1.ª edição [2014]).


Obra: "Passion", 1926 - Francisco Soria Aedo.

  • ------------------------------------------------


  


(...) Profundeza e superfície devem misturar-se para que surja nova vida, mas a nova vida não nasce fora de nós, e sim dentro de nós. [...] A vida não vem das coisas, mas de nós. Tudo o que aconteceu fora já passou, 

— Carl G. Jung, no livro "O livro vermelho: Liber Primus / Cap. V: Descida ao inferno no futuro". (Ed. Vozes. Trad. Edgar Orth. 4.ª edição [2015]).


Obra: "Claude Monet (Le Liseur)", 1872 - Pierre-Auguste Renoir.

  • ------------------------------------------------




(...) O amor não busca nada em absoluto, não busca e não pensa em nada além de si mesmo, é apenas ele mesmo e está entranhado apenas em si mesmo. 

— Thomas Mann, no livro "Confissões do Impostor Félix Krull". (Livro III | Cap. X / Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [2018]).


Obra de Malcolm T. Liepke.

  • ------------------------------------------------






(...) Amor é a gente querer se abraçar com um pássaro que voa. 

— João Guimarães Rosa, no livro "Ave, palavra: Do diário de Paris". (Ed. Ediouro; 6.ª edição [2009]).


Obra: "Lovers No. 3", de Owen Gent.

  • ------------------------------------------------


(...) Os cabelos pretos que cascateavam sobre um dos ombros, o jeito com que balançava a cabeça jogando-os para trás, a covinha na face pálida, essas revelações continham um elemento de identificação imediata — uma mescla de arrebatamento e exasperação. 

— Vladmir Nabokov, no livro "Ada ou Ardor". (Cap. VIII / Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [2005]).


Obra de Malcolm T. Liepke.

  • ------------------------------------------------



(...) Não é o tempo nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição. 

— Jane Austen, no livro "Razão e Sensibilidade". (Ed. Martin Claret; Trad. Roberto L. Ferreira. 1.ª edição [2015]).


Obra: "Lilac Wine", (#) - Holly Warburton.

  • ------------------------------------------------





(...) Mal pomos o lábio em um copo e ei-lo já vazio! É essa a nossa historia. Não podemos ser e ter sido. 

— Honoré de Balzac, no livro "Eugénie Grandet". (Ed. Unesp. Trad. Fernando Santos; 1.ª edição [2020]).


Obra: "The Absinthe drinker", 1902 - Pablo Picasso.

  • ------------------------------------------------





(...) Parece que tudo de ruim no coração do homem deveria desaparecer em contato com a natureza. 

— Liev Tolstoy, no livro "Contos Completos:  A Incursão". (Editora Cosac Naify; 1.ª edição [2015]).


Foto: Leon Tolstoy, sentado ao ar livre, Yasnaya Polyana, 1908. (Foto: Culture Club/Getty Images).

  • ------------------------------------------------


(...) A cada um a sua inclinação: a cada um também o seu objetivo, sua ambição, se quiserem, seu gosto mais secreto e seu mais claro ideal. O meu estava contido na palavra beleza, tão difícil de definir, apesar de todas as evidências dos sentidos e dos olhos.

— Marguerite Yourcenar, no livro "Memórias de Adriano". (Cap. II: Varius Multiplex multiformis / Ed. Círculo do Livro; 1.ª edição [1974]).


Obra: "Dolce Far Niente", 1897 - John William Godward.

  • ------------------------------------------------




(...) A solidão era fria, é verdade, mas também era calma, maravilhosamente calma e grande, como o espaço frio e calmo em que as estrelas se movem. 

— Hermann Hesse, no livro "O Lobo da Estepe". (Editora Record; 1.ª edição [1982]).


Obra: "Interior with a woman seen from the back", 1904 - Vilhelm Hammershoi.

  • ------------------------------------------------




(...) Amor mínimo qualquer preenche abismos formidáveis...

— João Guimarães Rosa, no livro "Ave, palavra: Quemadmodum". (Ed. Ediouro; 6.ª edição [2009]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------


Dias se sucedem, 

semanas se sucedem,

torvelinham

num galope célere;

como se cavalgássemos

sobre um tempo de aço

voando

- olhos abertos – 

pelo espaço.


Assim a vida,

ela nos atravessa – 

o ouvido zoa,

o coração dispara,

como

se quisesse

saltar para 

fora,

- é só o que lhe resta!


Se alguém 

tenta detê-lo,

ele se altera: 

toca a rebate, 

dá por paus e pedras!


E quantas vezes

o coração 

explode 

e não se ouve

a explosão

que o sacode.

— Poema "Coração batendo sem que se ouça" (1959), de Anna Akhmátova, no livro "Poesia Russa Moderna", de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman. (Editora Perspectiva; 6.ª edição [2001]).


Obra: "Portrait of Anna Akhmatova", 1914 - Nathan Altman.

  • ------------------------------------------------




(...) Todo desejo nasce de uma necessidade, de uma privação, de um sofrimento. 

Satisfazendo-o, acalma-se; mas embora se satisfaça um, quantos permanecem insaciados!

— Arthur Schopenhauer, no livro "As Dores do Mundo". (Editora Edipro; 1.ª edição [2014]).


Obra: "Despair", de Bertha Wegmann.

  • ------------------------------------------------



[...] Deixo que o teu cheiro

me chegue devagar

por entre os dedos

Como se fosse

caviar na minha língua

Não podendo suster. 

— "O Teu Cheiro", de Maria Teresa Horta, no livro "As Palavras do Corpo: Antologia de Poesia Erótica". (Ed. Dom Quixote; 1.ª edição [2012]).


Obra de Jack Vettriano.

  • ------------------------------------------------




(...) A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira! 

— Friedrich W. Nietzsche, no livro "A Gaia Ciência". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2001]).


Obra: "Still-Life with a Skull", 1671 - Philippe de Champaigne.

  • ------------------------------------------------






(...) Ser forte é parar quieto; permanecer.

— João Guimarães Rosa, no livro "Grande Sertão: Veredas". (Ed. Nova Fronteira; 16.ª edição [1984]).


Obra: "Autoportrait", (1885) - Emile Friant.

  • ---------------------------------------------------------------


(...) Você estava em cada verso que eu li... Você foi a encarnação de todas as fantasias bonitas do meu pensamento. [...] Você vai ser parte do meu caráter, parte do pouco que há de bom em mim, e do que há de mal.

— Charles Dickens, no livro "Grandes esperanças". São Paulo: Penguin Classics & Cia das Letras, 2012.


Obra: "Untitled", (?) - Anne Magill.

  • ------------------------------------------------------------






(...) Ninguém duvida da importância do vivido conscientemente.

Então, por que duvidar da importância daquilo que se passa no inconsciente? 


— Carl G. Jung, no livro "Sonhos: a aplicação da análise dos sonhos". (Ed. Vozes. Trad. Gentil Avelino Titton; 1.ª edição [2021]).


Obra: "A Girl Asleep", 1657 - Johannes Vermeer.

  • ------------------------------------------------------------


(...) Sempre considerei o mundo um fenômeno grandioso e infinitamente sedutor,

capaz de nos proporcionar as venturas mais doces. 

— Thomas Mann, no livro "Confissões do Impostor Felix Krull". (Livro I | Cap. II / Ed. Companhia das Letras; 1.ª edição [2018]).


Obra: "In a separate room", 1900 - Henri de Toulouse-Lautrec.

  • ------------------------------------------------------------



(...) Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível. 

— Hermann Hesse, no livro "O Lobo da Estepe". (Editora Record; 1.ª edição [1982]).


Obra: "Night Shadows", 1921 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------------------


(...) Amar ou ter amado é o bastante. Depois, não exijam mais nada. Além dessa não existe outra pérola escondida entre as dobras obscuras da vida. Amar é completar-se.

— Victor Hugo, no livro "Os Miseráveis". (Quinta Parte: Jean Valjean | Livro Sexto: a noite branca | Cap. II: Jean Valjean continua com o braço na tipoia / Ed. Cosac & Naify/Casa da Palavra; 1.ª edição [2002]).


Obra: "Embrace", 1912 - Egon Schiele.

  • ------------------------------------------------------------




(...) É poderoso demais o que brota do meu coração... e com que também tenho anseio irresistível de encher o teu.  

— Thomas Mann, no livro "O Eleito: A revelação". (Ed. Cia das Letras. Trad. Claudia Dornbusch; 1.ª edição [2018]).


Obra de Malcolm Liepke.

  • ------------------------------------------------------------





(...) Mais do que a qualquer outra coisa no mundo, 

Amo, prezo e honro você. 

— William Shakespeare, no livro "A Tempestade". (Ato III | Cena I / Ed. da UFSC; 1.ª edição [2014]).


Obra de Sergey Galanter.

  • ------------------------------------------------------------




(...) Não existe nenhuma dificuldade em minha vida que não seja exclusivamente eu mesmo. Ninguém deverá carregar-me enquanto eu puder manter-me sobre meus próprios pés. [...]

Faço o melhor para estar a altura de mim mesmo. Isto ninguém pode fazer em meu lugar. 

— Carl G. Jung, no livro "Cartas 1906-1945: carta a Frances Wickes [06.11.1926]". (Ed. Vozes; 2.ª edição [2002]).


Obra: "Der Wanderer über dem Nebelmeer", 1818 - Caspar David Friedrich.

  • ------------------------------------------------------------






(...) Acredite-me, as mulheres amam o espírito antes de amar a beleza física. 

— Balzac, no livro "Ilusões Perdidas". (Segunda parte: Um grande homem da província em Paris / XXXI - A sociedade". (Ed. Globo/Biblioteca Azul; 3.ª edição [2013]).


Obra: "God Speed", 1900 - Edmund Blair Leighton.

  • ------------------------------------------------------------





(...) O amor começa na contemplação. 

— Louis Lavelle, no livro "O Erro de Narciso". (Realizações Editora; 1.ª edição [2012]).


Obra de Joseph Lorusso.

  • ------------------------------------------------------------


(...) A vida é uma tempestade, meu amigo. Um dia você está tomando sol e no dia seguinte o mar te lança contra as rochas. 
O que faz de você um homem é o que você faz quando a tempestade vem.

— Alexandre Dumas, no livro "O Conde de Monte Cristo". (Ed. Zahar; 1.ª edição [2012]).


Obra: "Steam-Boat off a Harbour's Mouth", 1842 - J. M. W. Turner

  • ------------------------------------------------------------





(...) Para tornar a realidade suportável, somos todos obrigados a alimentar algumas pequenas loucuras dentro de nós. 

— Marcel Proust, no livro "Em busca do tempo perdido: À sombra das moças em flor". Trad. Fernando Py. - [4. ed.]. - RJ: Nova Fronteira, 2016.


Obra: "A Young Man Drinking", 1700 - Bartolome Esteban Murillo.

  • ------------------------------------------------------------




Um longo beijo jovem, demorado

De amor, de beleza, aí se concentrava,

Raios a um fogo só, do céu atiçado [...] 

E a pulsação é incêndio, e o sangue é lava,

E um terremoto o beijo - o vigor de um beijo

Mede-se em sua extensão, assim que eu vejo.

— Lord Byron, no livro "Don Juan | Canto II: CLXXXVI". In: AGUSTINI, Lucas de Lacerda Zaparolli de. Don Juan de Lord Byron [Tradução Integral, Comentários e Notas]. Orientador John Milton. São Paulo, 2020.


Obra: "El Beso", 1859 - Francesco Hayez.

  • ------------------------------------------------------------






(...) O inconsciente é natureza que nunca se engana: só nós nos enganamos. 

— Carl Gustav Jung, no livro "Símbolos da transformação: análise dos prelúdios de uma esquizofrenia". Trad. Eva Stern; revisão técnica Jette Bonaventure. Petrópolis: Vozes, 2016.


Obra: "The Pilgrim", 1966 - Rene Magritte.

  • ------------------------------------------------------------


  


  (...) Os homens que almejam fazer algo devem antes preparar-se com todo o engenho a fim de estarem prontos para, quando chegar a hora, realizar o que se propuseram. 


— Nicolau Maquiavel, no livro "Da Arte da Guerra". (Editora Vozes; 1.ª edição [2018]).


Obra: "Heraclitus", 1628 - Hendrick ter Brugghen.

  • ------------------------------------------------------------



"Tenho um medo atroz de pensar que meu interesse por tudo está ficando enfraquecido. Não resisto a esta solidão, procuro companhia e não resisto à companhia."

— Andrés Caicedo, no livro "Meu corpo é uma cela: autobiografia". (Grupo Editorial Norma [edição em espanhol]; 1.ª edição [2008]).


Obra de Sasha Hartslief.

  • ------------------------------------------------------------


 


(...) O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: a imaturidade. 

— Nelson Rodrigues, no livro "A Cabra Vadia: A bofetada [3/6/1968]". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [1995]).


Foto: Nelson Rodrigues, RJ, 1969. [Arquivo/Agência Estado].

  • ------------------------------------------------------------

 (...) Mas precisamente porque espero pouca coisa da condição humana, os períodos de felicidade, os progressos parciais, os esforços para recomeçar e para continuar parecem-me tão prodigiosos que chegam a compensar a massa imensa de males, fracassos, incúria e erros. 

— Marguerite Yourcenar, no livro "Memórias de Adriano". (Cap. IV: Patientia / Ed. Círculo do Livro; 1.ª edição [1974]).


Obra: "Portrait of Professor Ivanov", 1882 - Ilya Repin.

  • ------------------------------------------------


 
(...) Seu rosto era triste e encantador e cheio de coisas esfuziantes: seus olhos brilhavam e a boca cintilava apaixonadamente, mas havia um convite excitante em sua voz, algo que os homens que se interessaram por ela achavam muito difícil esquecer; era como uma compulsão para cantar, uma suspeita de que ela tinha feito coisas alegres e excitantes há poucos minutos e uma promessa de que havia coisas ainda mais alegres e excitantes pairando à espera da próxima hora.

— F. Scott Fitzgerald, no livro "O Grande Gatsby". (Cap. I / L&PM Editores; 1.ª edição [2011]).


Obra de Anne Magill.

  • ------------------------------------------------






 (...) Pode-se prometer atos, mas não sentimentos. 

— Friedrich W. Nietzsche, no livro "100 Aforismos Sobre o Amor e a Morte". (Ed. Penguin & Cia das Letras; 1.ª edição [2012]).


Obra: “Cast Shadows”, de Emile Friant.

  • ------------------------------------------------





 (...) A chave é a verdade, só peço a verdade e dou verdade em troca. É um preço alto? Pelo visto, altíssimo. 

— Lygia Fagundes Telles, no livro "As Meninas". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2009]).


Obra: "Melancholy Woman", 1902 - Pablo Picasso.

  • ------------------------------------------------





 (...) Minha paciência produz seus frutos; sofro menos, a vida torna a ser quase doce. 

— Marguerite Yourcenar, no livro "Memórias de Adriano". (Cap. IV: Patientia / Ed. Círculo do Livro; 1.ª edição [1974]).


Obra: "Room in Brooklyn", 1932 - Edward Hopper.

  • ------------------------------------------------


 
(...) Atualmente, é muito difícil alguém ousar dizer que duas criaturas se amaram por que se olharam. Contudo, é assim mesmo que se ama, e não existe outro modo. O resto não passa de resto, e só vem depois.
Nada é mais real que esse grande abalo sofrido por duas almas que se comunicam por essa centelha.

— Victor Hugo, no livro "Os Miseráveis". (Quarta Parte: o idílio da rua Plumet e a epopéia da rua Saint-Denis | Livro Terceiro: a casa da rua Plumet | Cap. VI: começa a batalha / Ed. Cosac & Naify/Casa da Palavra; 1.ª edição [2002]).


Obra: "Les Amourex", 1888 - Emilie Friant.

  • ------------------------------------------------


 
(...) Há um dia, é um daqueles dias perfeitos que você tenta descrever... mas nunca consegue. Tem algo de cheiro de roupa lavada; de grama secando depois da chuva; tem algo do brilho quadriculado da luz do sol no pasto; do gosto fresco das folhas de hortelã na língua; da claridade afiada das tulipas num jardim; das sombras verdes, quase ficando amarelas, quase ficando azuis... do deslumbramento, do toque morno do sol na pele... das flechas ofuscantes de luz refletidas no azul vítreo e profundo da água... da euforia... das bolhas subindo, estourando... do deslizar... do canto líquido da água atravessada pelo barco... dos ciscos inconstantes de cores dançantes: tudo isso à disposição para amar, para admirar.


— Sylvia Plath, no livro "Johnny Panic e a bíblia de sonhos: Um dia de junho". (Ed. Biblioteca Azul; 1.ª edição [2020]).


Obra de Riona Buthello

  • ------------------------------------------------





(...) Acredite-me, as mulheres amam o espírito antes de amar a beleza física. 

— Balzac, no livro "Ilusões Perdidas". (Segunda parte: Um grande homem da província em Paris / XXXI - A sociedade". (Ed. Globo/Biblioteca Azul; 3.ª edição [2013]).


Obra de Owen Gent.

  • ------------------------------------------------


(...) Amo essa jovem mais que à minha vida, pois ela é a minha vida; amo-a mais que a todos os meus desejos, pois ela é o meu único desejo; mais do que a todos os meus pensamentos, pois ela é o meu único pensamento; mais ardentemente que o sol ama as flores, mais intimamente que o desgosto ama o segredo da alma dolorida; mais impacientemente que a areia ardente do deserto ama a chuva — estou ligado a ela com mais ternura que o olhar da mãe à criança, com mais confiança que uma alma em oração; ela é mais inseparável de mim que a planta da sua raiz.

— Soren Kierkegaard, no livro "Diário de um Sedutor" (3 de Agosto / Editora Abril Cultural [Os Pensadores]. 1.ª Edição [1979]).


Obra: "A gambler and a gig" (?) - Holly Warburton.



PARA LER MUITOS OUTROS

1 Hora do nosso café... ☕ CLIQUE AQUI

2 Hora do nosso café... ☕ CLIQUE AQUI

3 Hora do nosso café... ☕ CLIQUE AQUI

Por: Etiene Bouças