
Foto: Verdade na Prática
Florbela Espanca
Nascida no dia 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo. Florbela Espanca veio a se tornar uma das poetisas mais queridas e mais profundas entre os poetas portugueses.
Suas primeiras poesias datam dos anos 1903 – 1904, com o poema “A Vida e a Morte”, soneto que escreveu em homenagem ao irmão Apeles, e outro escrito ao pai no dia de seu aniversário. Filha de uma relação extraconjugal viveu entre a agonia da saudade da mãe e a vida confortável providenciada pelo pai, apesar deste só a ter reconhecido como filha oficialmente como filha apenas dezoito anos após a morte de Florbela.A vida amorosa da poetisa foi conturbada, casou-se pela primeira vez em 1913 com um amigo de escola, mas três anos mais tarde já havia largado o marido e foi viver com outro homem. Em 1925 passou pelo segundo divórcio, vindo a casar-se pela terceira vez no mesmo ano.

Em 1917 Florbela matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi uma das catorze mulheres entre os trezentos e quarenta e sete alunos matriculados.
Após a morte do irmão em um trágico acidente de avião, a vida da poetisa passou a ser repleta de instabilidade emocional e tentou o suicídio duas vezes, mais em Outubro e Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor, após um diagnóstico de uma edema pulmonar, a poetisa perdeu definitivamente a vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio e faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930. A causa da morte foi uma overdose de barbitúricos.

A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles quando sofreu o acidente. O corpo dela jaz, desde 17 de Maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal. Leia-se a quadra desse “admirável soneto que é o seu voo quebrado e que principia assim: “Não tenhas medo, não! Tranquilamente,//Como adormece a noite pelo outono,//Fecha os olhos, simples, docemente,//Como à tarde uma pomba que tem sono…
Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco
Tambem publicado em:
Cascais - Lisboa - Portugal
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Geraldo Brandão
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