Leitura e reflexão: A Justiça e a Criança.

   A Justiça e a Criança

Sem dúvida, os mais indefesos são as crianças. As injustiças contra a criança são as mais diversas e as mais horrendas. O Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes estima que há entre 100 a 150 milhões de crianças de rua no mundo.

Muitas dessas crianças são vítimas de abusos nos próprios lares e, por isso, fogem para as ruas, outras são vítimas da pobreza, e há ainda muitos que são filhos de adolescentes que viviam nas ruas e já nasceram nas ruas.

As injustiças contra as crianças incluem o abuso sexual que, muitas vezes, acontece em casa, afetando permanentemente a vida delas. É preciso que a igreja trate do assunto com seriedade, alertando as famílias, denunciando e, acima de tudo, acolhendo as vítimas e tratando de seus abusos. É assustador quando a questão do abuso envolve principalmente elementos da igreja, que deveriam ser os guardiões dos indefesos. Quando um ministro do evangelho chega à barbárie de abusar de uma criança, certamente já não há em si qualquer luz divina, estando ele, completamente, absorvido pelas trevas do seu pecado.

No caso da violência, a criança é quem mais sofre, pois é incapaz de se defender. Essa violência ocorre em casa, algumas vezes é fruto do alcoolismo dos pais; outras vezes, acontece na rua; em países como o Brasil e a Colômbia, também é fruto do tráfico de drogas. As guerras têm causado danos irreversíveis nas crianças, deixando um grande número de mutilados e psicologicamente afetados.

Acredito que a pior dentre as injustiças contra as crianças é aborto. Entre os mais dedicados lutadores contra a prática do aborto está Randy Alcorn.[1]

Randy Alcorn é o fundador e diretor do Eternal Perspective Ministries (EPM), uma organização sem fins lucrativos dedicada ao ensino da verdade bíblica. A voz profética de Randy Alcorn em condenar a injustiça contra os indefesos, em especial contra a prática do aborto, tem ressoado com grande impacto na sociedade norte americana e internacional.

O envolvimento de Alcorn na condenação da injustiça tem lhe custado à privação dos direitos, devido a processos movidos contra ele por clinicas de aborto nos Estados Unidos que viram seus negócios prejudicados. Apesar de autor renomado, com mais de trinta livros escritos, Alcorn viu-se obrigado a abdicar-se de receber pelos direitos autorais, devido aos processos judiciais movidos contra ele.

Randy Alcorn é sem dúvida uma referência importantíssima no clamor pela justiça social.

Se concordarmos que Deus é o padrão absoluto de justiça, precisamos pensar no aborto da perspectiva de Deus. Anualmente, são realizados mais de 40 milhões de abortos provocados no mundo. Certamente, a última coisa a ser considerada nestes abortos é a questão da justiça, uma justiça que diz respeito a todos os envolvidos no assunto. Quando na opção pelo aborto pensa-se apenas na justiça da mulher, esquece-se da justiça da criança que, embora ainda esteja no ventre, é tão digna, aos olhos de Deus, quanto qualquer outro ser humano.

Para detalhes mais profundos sobre o assunto, recomendo a leitura do material escrito por Randy Alcorn, que trata do assunto com uma maestria sem igual. Minha breve apresentação do assunto estará restrita ao aspecto bíblico.

Muitos perguntam: “Em que ponto a vida começa no útero materno?”. Minha resposta é simples: “Nossa vida começou quando Deus nos viu pela primeira vez”. No Livro de Salmos, podemos ler: “Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir” (Sl 139.16). A vida começa quando os olhos do Senhor nos veem. Não importa o estado da substância humana no ventre; se o coração bateu a primeira vez ou não; se aquela substância sente dor ou não – o que importa é que, quando Deus vê essa substância, ali começa o milagre da vida. Também não são importantes as circunstâncias em que essa “substância veio à existência: se foi por amor e por uma gravidez planejada, se foi por descuido ou sexo livre, ou mesmo que seja por estupro; esse pequeno ser, mesmo que ainda informe, já foi avistado pelo autor da vida e, portanto, é um ser completo aos olhos de Deus. Negar o direito à vida a um feto é o mesmo que negar este direito a uma criança de dez anos.


Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco 




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Geraldo Brandão

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