Leitura e reflexão: PROVA-ME QUE NÃO PRECISAS DE DINHEIRO E EU TO EMPRESTAREI A JUROS ESCANDALOSOS.

Foto: Verdade na Prática

 Atribuem-se ao gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé (1895-1971), algumas máximas memoráveis. Rio-me de muitas delas abundantemente disponíveis na internet. Numa, ele orienta-nos a conjugar o verbo cavar: “Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo”. Claro, se todos participam no ato de cavar, o buraco haverá mesmo de ser profundo! Vejam esta de cariz duplamente pessimista: “Um casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso”. Para admoestar os beberrões, ele trocadilha: “O fígado faz muito mal à bebida”. Nesta, ele fustiga [injustamente] os nossos amigos médicos: “As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra”. Noutra, de forma curiosa, ele encoraja-nos a viver condignamente até à morte: “Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…”.

A lista é extensa, mas não poderíamos deixar de fora algumas sentenças a envolver os bancos. Queixa-se ele: “Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco [o] toma!”. Finalmente, esta: “O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro”.

Conheci no interior da Bahia um negociante de origem árabe, que progressivamente se esmerava na prática do ilusionismo em suas vendagens. A cada alto preço dos itens vendidos ele acrescentava artificialmente uma ou algumas unidades monetárias. Ao final, ele totalizava o excesso e o transformava num mentiroso desconto ao cliente. Desse modo, o ludibriado comprador não teve desconto algum, mas sentiu-se imensamente grato ante tão nobre ato de liberalidade cometido pelo aldrabão. Ele sabia muito bem como vender pela metade do preço em dobro.

E não se deixem enganar, os bancos seguem a linha doutrinária defendida pelo supracitado negociante. O tal do cheque especial, por exemplo, é uma grande cilada. Usem-no na Primavera e verão o que lhes acontecerá no Outono e no Inverno.

A ganância banqueira é infinita. Para além disto, as indelicadezas sobejam.



Autor: Magno Reis Andrade




Tambem publicado em:

Verdade na Prática 

wordpress 

Cascais - Lisboa - Portugal

-----------------------------------

Geraldo Brandão

SIGA-NOS

Para seguir o Jornal da Cabriola e receber nossas atualizações clique na imagem abaixo:

Se não entrar CLIQUE AQUI