| Foto: Verdade na Prática |
Oxalá
Oxalá houvesse palavra para descrever o sentimento que me perturba,
Sou uma alma perdida no meio de uma multidão de outras almas igualmente sem rumo.
Sou aquele que anda sem destino,
Sou aquele de coração inquieto e mente perturbada.
Oxalá houvesse quem me entendesse sem eu precisar explicar-me,
Sou uma alma mal entendida no meio de uma multidão de outras almas igualmente confusas.
Sou aquele que fala e ninguém percebe,
Sou aquele de coração inquieto e mente perturbada.
Oxalá houvesse quem aceitasse-me assim do jeito que sou,
Um ser estranho, de alma sofrida sem saber explicar o motivo.
Sou aquele que não encontra lugar,
Sou aquele de coração inquieto e mente perturbada.
Oxalá houvesse quem compreendesse a mensagem da minha poesia,
Sou poeta de palavras temidas e letras tremidas, já não sei se minha poesia é bênção ou maldição.
Sou aquele que é repreendido pelo que falo e pelo que sinto,
Sou aquele de coração inquieto e mente perturbada.
Oxalá fosse livre desta bênção e maldição poética,
Sou uma ferida aberta para a qual não encontro remédio.
Sou aquele que achava que poesia só falava de amor e de flores,
Sou aquele de coração inquieto e mente perturbada.
Oxalá meu mundo não fosse tão caótico,
Sou confusão vestida de gente.
Sou aquele que sonhou com a vida e a despertou com a morte,
Sou aquele de coração inquieto e alma perturbada.
Oxalá não tivesse escrito tais versos e soubesse calar-me ante o meu sofrimento,
Oxalá houvesse mais luz em meu mundo entenebrecido,
Sou aquele que mesmo perdido guia outros.
Sou aquele que não sabe para onde vai, mas sei que preciso logo chegar.
Sou aquele de coração inquieto e alma perturbada.
Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco
Tambem publicado em:
Cascais - Lisboa - Portugal
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Geraldo Brandão
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