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| Foto: Ilustração |
Nesta coluna, teremos sempre alguns pequenos textos conhecidos como microcontos. Parece simples compô-los, mas não o é. Para os compor, o autor deve dispor de uma boa ideia primária a ser desenvolvida, combinada com alguma habilidade para brincar com as palavras, tudo a se encaminhar para um final contraditório, nalguns casos, ou surpreendente, noutros.
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Entrou na roda. As freiras do orfanato o retiraram no dia seguinte para cuidar dele. Só saiu de lá vinte anos depois para estudar no seminário.
Autor: Gustavo do Carmo
Grades de proteção
Em um país imaginário, fora do tempo e do espaço, foram postas grades de proteção em torno dos principais prédios públicos.
Uma criança que passava por ali perguntou ao pai:
— Pra que servem essas grades?
— É pra evitar que as pessoas aqui fora destruam tudo.
— Tem pessoas lá dentro?
— Sim.
— E, se elas resolverem...
— Não complica, filho!
Autor: Marcos Mairton
Dubiedade
Era tanta rejeição que consultou um renomado psicólogo.
Foi orientada a fazer um exercício: Deveria expor sua raiva escrevendo cartas a todas as pessoas que, de alguma forma, destrataram-na ao longo da vida, e depois queimá-las. Isso iria apagar todo o ressentimento acumulado, mas o que ela não entendeu, foi o que deveria fazer com as cartas.
Autora: Zi Carloni
Medicamento eficaz
- Esse medicamento é bom, doutor?
- Claro, vai curá-lo imediatamente. Eu, por exemplo, já o tomo há dez anos.
Autor: Magno Reis Andrade
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- Mas então, me diga, meu caro, o que precisa ser feito?
Autor: Lucas Beça
901
O apressado não se importava em comer cru, mas a falta de habilidade do sushiman o obrigou a esperar muito tempo pela refeição.
Autor: Cynthia Nogueira
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Geraldo Brandão
Também publicado em
Santa Isabel - São Paulo - Brasil
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