Leitura e reflexão: Esperança.

Foto: Verdade na Prática 
 Esperança





Esperança, quantas poesias já foram escritas sobre ti?
Quantas noites poetas apaixonados ou simplesmente poetas, sobre um papel debruçados, poetizaram sobre ti? 


Quantas preces foram feitas, quantos votos foram firmados, quantas peregrinações ou martírios de corpo e alma foram por ti inspirados?

És para o poeta a inspiração,
És para os amantes a resposta mais doce ao coração,
És para os que possuem fé a solução.

Mas quanto a mim, poeta de alma inquieta e perturbada,
Nem sempre compreendo teus caminhos,
Nem sempre percebo o porque me conduz ao auge do desespero,
Nem sempre aceito teu jeito arrogante de me levar ao limite da força e da razão.

Não, não me importo se com tuas ações buscas me fortalecer,
Não, não me alegro com um futuro obscurecido a espera da tua luz,
Não, não quero sofrer em tuas mãos para depois me alegrar em teu aconchego.

Que prazer é este que te leva a aguardar para me ver sofrer, para só depois me aliviar?
Que satisfação é está em me ver desesperado e te suplicar o pão?
Que alegria é esta que encontras em me ver na escuridão?

Esperança, és para mim força obscurecida é sem sentido,
No entanto não posso negar que te possuir ou ser possuído por ti traz-me alívio a alma,
Não posso negar que sem ti não conseguiria sequer caminhar.

Tu és revoltante, mas indispensável,
Tu és algoz, mas necessário,
Tu és distante, mas te quero perto.

Esperança, quantas poesias escreverei sobre ti?


Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco




Tambem publicado em:

Verdade na Prática 

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Cascais - Lisboa - Portugal

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Geraldo Brandão

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