Leitura e reflexão: Missões e amizade.

Foto: Verdade na Prática


Missões e amizade

Dizemos que não, mas a verdade é que a distância e a falta de tempo nos rouba a amizade. Se a amizade não desaparece, certamente que ela enfraquece.

O missionário é um dos que mais sofre com esta distância e falta de tempo. Com recursos limitados, o que lhe impede de voltar ao seu país de origem com frequência, vai perdendo o contato com seus amigos e a sua amizade vai esfriando-se, tornando-se por vezes nominal.

O velho ditado “quem não é visto não é lembrado” é uma realidade na vida missionária. Lembro-me de uma missionária suíça que conheci. Ela viveu no campo africano 40 anos e há 20 estava aposentada, mas apesar de todo este tempo ela ainda recebia cartas e ofertas que lhe eram enviadas por seus amigos e mantenedores que ainda estavam vivos.

Na realidade brasileira as coisas são diferentes, quando fui para Índia em seis meses as cartas diminuíram ou pararam de chegar, nos primeiros três meses perdi 60% daqueles que se comprometeram em enviar uma oferta mensal. Na verdade somos superficiais. O missionário escreve sem a certeza de que será lido ou que alguém irá orar por ele ou preocupar-se com o seu suprimento material e seu trabalho.

Mas nem tudo está perdido, há aqueles que lutam contra o tempo e a distância para manterem-se fiéis ao seu amigo que Deus enviou ao campo missionário.
De que lado você encontra-se?

Até que todos tenham ouvido,


Autor: Luís Alexandre Ribeiro Branco



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Verdade na Prática 

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Cascais - Lisboa - Portugal

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Geraldo Brandão

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