Leitura e reflexão: Incoerência dos bancos.

 

Foto: Verdade na Prática

Incoerência dos bancos

 Nunca fui simpatizante de bancos, motivo simples, sempre vi-me explorado por esta instituição que possui autorização do governo para desgraçar com a vida de qualquer pessoa.

Ser banqueiro é enriquecer sem risco, no caso de falência o governo cobre o prejuízo. E no caso do Brasil, com as taxas que cobram, mais os juros e tarifas, os bancos estão cada vez mais enriquecidos. Vamos raciocinar juntos, recentemente foi anunciado que o número de inadimplentes no Brasil ultrapassa os 60 milhões de pessoas [1], no mesmo período no número de desempregados no Brasil era de aproximadamente 11 milhões de pessoas [2]. Entretanto o lucro dos vinte e cinco maiores bancos do brasil na bolsa neste período foi de 70,5 bilhões [3]. Estes números não batem, pois não?

O que ocorre é que os bancos lucram exorbitantemente com a venda de seus produtos na concessão de serviços aos clientes. E o Brasil criou uma dependência tal dos bancos que é impossível o brasileiro existir funcionalmente sem eles. No Brasil quase tudo passa pelos bancos. Se estamos escandalizados com os crimes das empreiteiras, imaginem como ficaríamos se houvesse uma Lava-Jato só para o setor bancário?

Dever aos bancos é uma maldição dos deuses do Olimpo, o devedor nunca mais terá paz ou conseguirá levar uma vida normalmente, será forçado a viver na clandestinidade bancária onde todas as portas fecham-se. E além disto, dependendo do valor e da natureza da dívida, nunca mais consegue livrar-se dela, pois aumentam a cada dia à preços exorbitantes, que mesmo com os famosos falsos 90% de descontos, a dívida continua alta o suficiente para manter o indivíduo na inadimplência ou forçá-lo a assumir 36, 48 ou 60 prestações em valores que afetam suficientemente o orçamento familiar. Meu conselho, de ignorante no assunto, mas inteligente o suficiente para entender o que é abuso é: NÃO PAGUE! Terá que conviver com restrições, mas é melhor que gastar 5% ou 10% da sua vida pagando juros bancários.

Agora vem chegando aos poucos no Brasil os bancose empresas de crédito digitais, se assim podemos chamar, como o Nubank, Intermedium, Banco Neon, ContaSuper, etc. com uma proposta de “Free ou Low Cost Services”, sabemos que em termos de negócios ninguém da nada para ninguém gratuitamente, que dirá o setor bancário. O acesso aos seus serviços é extremamente restrito, no Nubank e Banco Neon, por exemplo, entra-se por convite apenas. Segundo o Nubank nem o Papa Francisco foi convidado.

Lamentavelmente vejo pouca esperança, a menos que consigamos criar um estilo de vida paralelo independente dos bancos. É possível! Meus avós não confiavam nos bancos, o dinheiro era guardado em casa no fundo do guarda-roupa. Como agricultores, meus avós criaram dez filhos muito bem criados, possuíam uma propriedade onde cultivavam feijão, algodão, hortaliças, café, frutas e criavam cabras, coelhos e outros animais. Meu avô foi um homem simples, mas na sua pequenina cidade tinha o respeito de todos por sua serventia e generosidade. Meu avô era um gênio, criou e fabricou praticamente todas as ferramentas necessárias para o cuidado das sua terra. Os dois filhos de portugueses, viveram no Brasil toda a vida. Meu avô morreu primeiro, e alguns anos depois minha avó também faleceu. Deixaram todos filhos com uma propriedade para cada um, educação e muito amor no coração. Na cidadezinha onde viviam há uma rua com o nome do meu avô. Após a morte da minha avó, foram mexer em suas coisas e encontraram sua reservazinha financeira, dezoito mil reais.

Se tivessem usado serviços bancários tinham perdido sua terra, viveriam endividados e morreriam de desgosto. Meus velhos sem bancos morreram felizes! Tem que existir uma oportunidade, um caminho paralelo, mas temos que descobrir qual.


Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco



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Geraldo Brandão

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