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Leitura e reflexão: A importância de um estado laico e o prejuízo de um estado laicista.

Foto: Verdade na Prática
Extraído do Google Imagens

A importância de um estado laico e o prejuízo de um estado laicista

Defender um Estado laico, não confessional,

onde as pessoas sejam livres para crer no que quiserem ou simplesmente não crer em coisa alguma é um valor importantíssimo em uma sociedade livre, igualitária e segura. Isto faz parte dos direitos fundamentais da humanidade, no entanto, um Estado laicista onde o Estado assume uma confissão ateísta e deseja se impor contra a liberdade religiosa é inaceitável. O outro lado é igualmente prejudicial quando o Estado assume uma determinada ideologia religiosa, seja ela cristã, islâmica, hindu, budista ou outra qualquer.

É importante, contudo, entender a diferença entre laicismo e laicidade, de uma forma simplista bastaria dizer que laicidade é salutar e o laicismo é prejudicial. E aqui vou citar o filósofo Vanderlei de Lima que escreveu esta interessante explicação:

O Estado laico, longe de ser um Estado ateu – que nega a existência de Deus –, protege a liberdade de consciência e de crença de seus cidadãos, permitindo a coexistência de vários credos”, assegura, do ponto de vista legal, o Dr. Ives Gandra da Silva Martins, renomado constitucionalista brasileiro.

Quanto ao falso Estado Laico que aí está, o Padre David Francisquini é taxativo ao afirmar que esse Estado professa, sim, uma confessionalidade ideológica agnóstica e laicista, o que significaria dizer: “Como você tem uma convicção religiosa, não pode impô-la a mim. Mas eu que sou agnóstico ou ateu, posso impor a minha a você”. “Nós divergimos, mas quem tem razão sou eu, que tenho a mente livre e não atada por dogmas religiosos. Trata-se de um estranho Estado de Direito, dito democrático e pluralista, no qual somente os ateus e agnósticos têm o direito de falar e modelar as leis segundo seus princípios” (Catecismo contra o aborto, p. 35).

Vê-se, portanto, que, a mentalidade reinante pretende fazer prevalecer não apenas o Estado Laico, que seria respeitador da pluralidade de opinião, mas, sim, o Estado Laicista, de raiz comunista e, por isso, sufocador da fé e da moral cristã, libertadoras do ser humano.[1]

Como é evidente, existe uma diferença epistemológica que precisa ser observada e respeitada para evitar os desvios da subjetividade. Danièle Hervieu-Léger nos esclarece que: “Dizer que a sociedade inteira se laiciza implica que a vida já não está, ou cada vez menos, submetida a regras editadas por uma instituição religiosa.”[2]

Dentro desta perspetiva de Hervieu-Léger concluímos que no Brasil não temos um estado de laicização tão acelerado, ao contrário, a vida religiosa continua um fator determinante na vida da maioria da população brasileira de uma forma ou de outra.

O Brasil possui uma matriz cultural diversificada, no entanto a maioria absoluta do povo brasileiro é cristã, portanto, é natural que elementos do cristianismo se destaquem em várias áreas da sociedade. Isto não quer dizer que as minorias devam ser desprezadas ou deixadas à margem da sociedade naquilo que diz respeito aos seus direitos. Imagine que um cristão consiga pelos meios democráticos chegar a uma posição de autoridade no Nepal, um pais oficialmente hindu, e sem qualquer cuidado começa a implantar no país uma série leis que prejudicam o hinduísmo e favorecem o cristianismo, obviamente que isto não está moralmente correto. É igualmente imoral, quando um ateu, um muçulmano, um hindu ou budista chega ao poder num pais como o Brasil onde 87% da população é cristã e agir de forma a prejudicar esta maioria.

Entenda que nosso pseudo amigo no Nepal sem prejudicar a maioria, nada o impede de no exercício do poder, observar atentamente para as necessidades das minorias religiosas e buscar formas de apoiá-las. No entanto, o que vemos no Brasil é que grupos ateístas procuram forçar sua ideologia naqueles que representam a maioria religiosa no país. Quando o MEC estabelece um currículo laicista e comunista age com desrespeito contra o povo. Onde está a sensibilidade do MEC ao tentar doutrinar cristãos com princípios comunistas, se dentre as mais de cem milhões de pessoas assassinadas pelos comunistas no mundo um grande número destes, se não a maioria, era m de origem cristã?

Hervieu-Léger diz ainda que: “A crença não desaparece, ela multiplica-se e diversifica-se, ao mesmo tempo que se fendem, de modo mais ou menos profundo conforme os países, os dispositivos do sei enquadramento institucional.”[3]

É interessante observar que o que disse Herviu-Léger podemos observar claramente no candomblé e an umbanda cujo os orixás são na verdade os mesmos santos da igreja católica romana:

ORIXÁ: Iemanjá
SANTA CATÓLICA: Nossa Senhora da Conceição

ORIXÁ: Iansã
SANTA CATÓLICA: Santa Bárbara

ORIXÁ: Xangô
SANTO CATÓLICO: São Jerônimo e São João

ORIXÁ: Ogum
SANTO CATÓLICO: Santo Antônio e São Jorge

ORIXÁ: Oxalá
SANTO CATÓLICO: Jesus

Numa sociedade religiosamente pluralizada como o Brasil, ainda assim, as minorias bem como todos os demais setores da sociedade serão naturalmente afetados pela crença da maioria e quanto a isto não há legislação que impeça o desenvolvimento natural da religião que está sempre em movimento.

Não me entenda de forma errada, não estou aqui buscando estabelecer um estado de privilégios aos cristãos, mas um estado de respeito não apenas aos cristãos, mas também a todos os demais grupos religiosos do país e também em boa parte do mundo ocidental. No ocidente o cristianismo se sobressairá em várias áreas da sociedade, é o processo natural das coisas numa sociedade de maioria cristã. O mesmo ocorre na Índia com as influências hindus no islamismo, jainismo e sikhismo.

No entanto, o que observamos no Brasil é uma tentativa forçada de impor um laicismo que contraria não apenas os 87,33% de cristãos, aproximadamente 95%% da população que se declara crente em alguma coisa, contra uma minoria de ateus confessos. O que presenciamos através deste regime sulista é aquilo que chamamos na na filosofia de “ateísmo fundamentalista”. Darrow Miller em seu livro Emmancipating the World: A Christian Response to Radical Islam and Fundamentalist Atheism nos mostra que “por gerações ateístas reconheceram a liberdade religiosa… mas hoje o ateísmo tornou-se antiteísta.”[4]

O MEC se tornou plataforma política das ideologias comunistas e antireligiosas. Uma instituição à quem confiamos nossos filhos os têm tornado paulatinamente catecúmenos das ideologias marxistas-leninistas. É por este motivo que me oponho veementemente contra o projeto do senador Cristovão Buarque de federalizar a educação no Brasil, isto seria a morte da liberdade de consciência que em âmbitos estaduais e municipais ainda podemos fiscalizar e intervir, mas se a educação for federalizada estaremos com nossos filhos entregues aos carrascos neo-marxistas-lininistas com suas doutrinações maquiavélicas, não contra o cristianismo, mas contra a humanidade, como sempre aconteceu. É bom recordar que Cristovão Buarque pertenceu ao Partido dos Trabalhadores (PT) por mais de quatorze anos, chegou inclusive a ser ministro da educação até 2004 e ajudou a implementar esta política de doutrinação marxista-leninistas nas escolas da rede pública de ensino, até sair do PT. Segundo fontes não esclarecidas, mas mencionadas no Wikipédia Cristovão Buarque teria dito: “Eu não sai do PT, foi o PT que saiu de mim. Este é o grande crime do PT. O partido é de gente honesta, mas acomodada. A corrupção é de alguns petistas.”[5] Não querendo cometer qualquer injustiça, e uma vez que a fonte de tal declaração não é mencionada a não ser no corpo do texto da enciclopédia deixo aqui a indicação de que a mesma possa não ter existido, e se este for o caso é uma irresponsabilidade da Wikipédia.

É preciso compreender que se desejamos um Estado livre, igualitário e seguro, devemos exigir dos nossos governantes, em especial do legislativo, a manutenção do Estado laico.

Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco



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