Leitura e reflexão: Olhos enxutos.

Foto: Verdade na Prática 


Olhos enxutos


Sou chão batido,
Terra seca pisada pelas mazelas da vida.
Poeira agitada pelo vento, agarro-me a formas, folha, pau, pedra e me dissolvo na água dos rios. 

Ainda assim sou etéreo, vou mais além.
Vida estendida no tempo e no espaço.
Me abrigo no atemporal, sem nome definido, o Eu Sou o que Sou.

Breve tudo passa,
Restará apenas o amor, o que amou e foi amado.
Restará eu de olhos enxutos.


Autor: Luis Alexandre Ribeiro Branco 




Tambem publicado em:

Verdade na Prática 

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Cascais - Lisboa - Portugal

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Geraldo Brandão

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