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| Ilustração: Dreamstime |
Poesia
Lamento do Morro
Morremos todos os dias
na revelia da sorte
realidade do morro
a vida brigando com a morte
Um pedido de socorro
quem ouve não fala nada
é favela suplicando
apoio a sociedade
Entre becos e vielas
a triste situação
sentinela acende a vela
velório, procissão
Minha fé, minha revolta
sinistra situação.
Vai meu samba
com sinal de libras em alerta
verdugo não entende nada
é meu povo que tem pressa.
Meu verso meu acalanto
explode meu coração
clamando ao universo
em forma de oração.
Vai meu samba
com sinal de libras em alerta
verdugo não entende nada
é meu povo que tem pressa.
Autores: Zeca Araujo - Martinello – Cagoba
Música
Voz: Cagoba (Grupo de Samba da Velha Guarda da Vai Vai)
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Geraldo Brandão
Ilustração: Dreamstime
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