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| Foto: Ilustração |
Nesta coluna, teremos sempre alguns pequenos textos conhecidos como microcontos. Parece simples compô-los, mas não o é. Para os compor, o autor deve dispor de uma boa ideia primária a ser desenvolvida, combinada com alguma habilidade para brincar com as palavras, tudo a se encaminhar para um final contraditório, nalguns casos, ou surpreendente, noutros.
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Alimentou seu cérebro. Depois seu cérebro alimentou os zumbis que invadiram a cidade.
Autor: Gustavo do Carmo
Independência
- Sabe, vovô, eu quero ganhar meu próprio dinheiro, pra não depender de ninguém.
- Meu neto, isso é uma ilusão. Sempre dependemos das outras pessoas, mesmo quando precisamos pagar pelo que elas fazem. E tem as coisas que nem temos como pagar. Agora, segure minha mão, que preciso me levantar.
Autor: Marcos Mairton
O til
Ela em Roma, ele no Brasil comendo romã.
Preocupada com a sua manha, ela perde toda a manhã.
Ela sugere que use roupa de gala e ele prefere ser galã.
Triste, ela senta-se ao piano e toca em Fá. Alegre, ele torna-se eternamente fã.
Preocupada com a sua manha, ela perde toda a manhã.
Ela sugere que use roupa de gala e ele prefere ser galã.
Triste, ela senta-se ao piano e toca em Fá. Alegre, ele torna-se eternamente fã.
Autora: Zi Carloni
Diálogo confuso
No frenocômio, uma ex-florista e uma ex-lavradora dialogavam:
— Que queres almoçar?
— Um copo-de-leite.
— Ao almoço? Nunca bebi leite ao almoço...
Autor: Magno Reis Andrade
194
- Cara, olha o que você está fazendo! Você não está fazendo nada! Nada!
- Não enche.
Autor: Lucas Beça
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Geraldo Brandão
Também publicado em
Santa Isabel - São Paulo - Brasil
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