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Microcontos: Estante CCVII...

Foto: Ilustração

Nesta coluna, teremos sempre alguns pequenos textos conhecidos como microcontos. Parece simples compô-los, mas não o é. Para os compor, o autor deve dispor de uma boa ideia primária a ser desenvolvida, combinada com alguma habilidade para brincar com as palavras, tudo a se encaminhar para um final contraditório, nalguns casos, ou surpreendente, noutros. 


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— Eu sei que eu sou bonita e gostosa, mas não sabia que estava tão velha.


Autor: Gustavo do Carmo




Inércia


- Chega desse marasmo. Vou desligar esse computador e começar a fazer as coisas que precisam ser feitas. Organizar a agenda, voltar pra academia, cumprir meu horário de estudo... Amanhã eu começo tudo. Amanhã.



Autor: Marcos Mairton


 


Faminta assassina


Sempre faminta, assassinava em série. Da primeira a quinta, matou aulas para traçar a comida e acabar com a fome. Bebeu a água do irmão, matou a sede e o tempo que ainda restava.



Autora: Zi Carloni





Lentidão


Ao delegado o indiciado disse que não cometera o homicídio. A vítima, sim, é que foi lenta para livrar-se da linha de tiro.


Autor: Magno Reis Andrade




Parado


Enquanto os carros passam, eu espero o sinal abrir. Ouço O Guarani, sinto o cheiro da cidade.


Autor: Lucas Beça




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Geraldo Brandão


Também publicado em


Umas Linhas


Santa Isabel - São Paulo - Brasil


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