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Microcontos: Estante CCI...

Foto: Ilustração

Nesta coluna, teremos sempre alguns pequenos textos conhecidos como microcontos. Parece simples compô-los, mas não o é. Para os compor, o autor deve dispor de uma boa ideia primária a ser desenvolvida, combinada com alguma habilidade para brincar com as palavras, tudo a se encaminhar para um final contraditório, nalguns casos, ou surpreendente, noutros. 


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Deu um nó no trânsito ao parar no meio da rua para dar um nó de marinheiro na sua rede de pesca.


Autor: Gustavo do Carmo




Desconhecidos


No saguão do aeroporto, seus olhares se cruzaram.
Imediatamente, cada um percebeu que estava procurando outra pessoa.
E seguiram em sentidos opostos.


Autor: Marcos Mairton


 


Desculpa esfarrapada


Enquanto o professor explica que, após o coito, o polvo macho desenvolve demência e passa o resto da vida confuso e sem memória do que aconteceu, o aluno, de pai desconhecido, interrompe-o bruscamente dizendo que isso é uma técnica utilizada pelos humanos. Seu pai fez a mesma coisa.


Autora: Zi Carloni





Visão instantânea


Perguntou ao oftalmologista quando voltaria a enxergar.

— Agora mesmo — respondeu o médico. — É só abrir os olhos.


Autor: Magno Reis Andrade




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“Olha eu aqui! Buzina! Pô! Buzina! Não lembra de mim?! Buzina! Só pode estar de brincadeira! Buzina! Sacanagem! Não finge que não me conhece não, tá ouvindo?! Buzina!



Autor: Lucas Beça




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Geraldo Brandão


Também publicado em


Umas Linhas


Santa Isabel - São Paulo - Brasil


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