Meena Asadi fugiu para Indonésia, onde dá aula para refugiados
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| Foto: Ajeng Dinar Ulfiana |

Meena deixou o Afeganistão quando tinha 12 anos e foi para o Paquistão, onde começou a praticar caratê, e mais tarde representou seu país nos Jogos Sul-Asiáticos de 2010.
Ela voltou a Cabul no ano seguinte e inaugurou uma academia de luta, mas foi obrigada a fugir pela segunda vez devido à violência e foi parar na Indonésia com o marido e a filha então de 1 ano do casal.
"Sinto-me péssima. Perdi a esperança, e o povo do meu país perdeu a esperança também", disse Meena à Reuters em um estúdio de Cisarua, cidade ao sul de Jacarta onde ensina caratê a refugiados que torcem para se restabelecer em um terceiro país, como ela.
Quando o Talibã governou o Afeganistão, entre 1996 e 2001, sua interpretação rígida da lei islâmica --às vezes aplicada brutalmente-- ditava que as mulheres não podiam trabalhar e tinham que cobrir o rosto e ser acompanhadas por um parente masculino para sair de casa, e as meninas não podiam ir à escola.
Com o grupo de volta a Cabul, Meena teme o que isso significa para o progresso feito por seus compatriotas.
"Toda a conquista e os valores são destruídos, e isto seria um momento sombrio para o povo, especialmente mulheres e meninas", disse a lutadora de 28 anos.
Fonte: Reuters - Cisarua - Indonésia / EBC
Foto: Ajeng Dinar Ulfiana - Reuters
