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Microcontos: Estantes LXIV...

Foto: Ilustração

Nesta coluna, teremos sempre alguns pequenos textos conhecidos como microcontos. Parece simples compô-los, mas não o é. Para os compor, o autor deve dispor de uma boa ideia primária a ser desenvolvida, combinada com alguma habilidade para brincar com as palavras, tudo a se encaminhar para um final contraditório, nalguns casos, ou surpreendente, noutros. 


Domingos

Antes do anoitecer, o andarilho procurou um abrigo e acomodou-se para dormir. Uma melancolia já conhecida, mas à qual jamais se habituara, invadia seu coração desde o começo da tarde.

Mesmo sem usar relógio nem calendário, era sempre assim aos domingos.


Autor: Marcos Mairton




Faminta e Assassina

Sempre faminta, assassinava em série. Da primeira a quinta, matou aulas para traçar a comida e acabar com a fome. Bebeu a água do irmão, matou a sede e o tempo que ainda restava.


Autora: Zi Carloni




Tempo perdido

O ladrão perdeu o tempo em roubar o relógio à criança. Era de brinquedo e estava quebrado.


Autor: Magno Reis Andrade




857

Quis escrever uma história que se passava no Velho Oeste. Mas já fizeram tantas assim que desistiu. Pensou em outros temas, mas sempre chegava à mesma conclusão.


Autor: Lucas Beça







Também publicado em


Santa Isabel - São Paulo - Brasil

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Geraldo Brandão

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