Microcontos: Estante XLVII...

Foto: Ilustração

Nesta coluna, teremos sempre alguns pequenos textos conhecidos como microcontos. Parece simples compô-los, mas não o é. Para os compor, o autor deve dispor de uma boa ideia primária a ser desenvolvida, combinada com alguma habilidade para brincar com as palavras, tudo a se encaminhar para um final contraditório, nalguns casos, ou surpreendente, noutros. 


Na feira

— Seu Zé, essas laranjas são doces ou azedas?

— Bem docinha!

— Ô disgraça! Mamãe disse pra eu comprar quatro azedas. Pra fazer refresco.

— Agora, eu também disse que é doce, mas num tô dentro da fruta, né? Há de ter umas azeda no mei das outra...


Autor: Marcos Mairton



Caiu

Em seu egoísmo cego sentia-se a Estrela Guia. Esqueceu que somente no colo dela sua alma viveria.

Desnorteou.

Caiu.


Autora: Zi Carloni




Neurose

Aquela neurótica bordadeira, especializada em linguagem indireta, tornara-se extremamente insuportável. Entre linhas, agulhas e novelos eram o modo de expressar-se com todos que a cercavam.


Autor: Magno Reis Andrade




946

Tentava esquecer aquilo que se foi.


Autor: Lucas Beça





Também publicado em


Santa Isabel - São Paulo - Brasil

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Geraldo Brandão

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